A pouco mais de um mês para as eleições, a campanha dos candidatos à prefeitura de Joinville está a todo vapor. Nas redes sociais, o pontapé inicial ocorreu no último domingo (27). Já na televisão e no rádio, a propaganda eleitoral gratuita começa no dia 9 de outubro.
Este ano é atípico para os candidatos, uma vez que, por causa da pandemia do coronavírus, o tradicional contato corpo a corpo com os eleitores está limitado. Nesse sentido, a internet deve ganhar ainda mais força e a televisão tende a ser, novamente, crucial para as campanhas.
Contato nas ruas deve ser limitado por causa da pandemia – Foto: Carlos Junior/NDO ND+ ouviu todas as chapas para saber quais serão as estratégias utilizadas pelos pretendentes à prefeitura de Joinville durante a campanha eleitoral. Confira!
SeguirAdriano Bornschein Silva (Novo)
Por ter tempo reduzido na televisão, deve fazer apresentações focadas nas propostas para as principais necessidades da cidade, como saúde, educação e segurança.
As redes sociais são a principal aposta da chapa, que deve fazer transmissões ao vivo por meio desses canais. “Em alguns dias da semana, a rotina do candidato poderá ser acompanhada desde a saída de casa até o retorno, mostrando suas visitas de campanha, bastidores de debate e momentos em que estiver assistindo aos programas eleitorais na TV”, informou a assessoria de comunicação.
Em relação à participação nas ruas, Adriano deve cumprir uma agenda em todos os bairros da cidade com visitas com número reduzido de participantes e obedecendo as regras de segurança da pandemia. Carreatas e passeatas também estão previstas.
Adriano Mesnerovicz (PSTU)
O candidato à vice-prefeitura pelo PSTU, Ricardo Lautert, explica que a chapa não terá tempo de TV e, por isso, deve utilizar principalmente as redes sociais.
Segundo ele, a campanha vai focar em três páginas e perfis no Facebook, em um canal no YouTube e na utilização do WhatsApp. “O primeiro tema que vamos abordar é a pandemia e como ela foi tratada pelos governos municipal e estadual. Também vamos falar sobre a questão LGBT e dos operários, que são o foco da campanha”, explica.
Os candidatos também devem fazer panfletagem nas ruas e, principalmente, em fábricas.
Anelisio Machado (Avante)
Anelisio Machado, do Avante, explica que a previsão é de que seu tempo de TV seja de cerca de dez segundos e, por isso, deve focar em mostrar ao eleitor a seriedade do seu trabalho.
A campanha deve usar o Facebook e o Instagram, mas também o WhatsApp, em um contato mais estreito com os eleitores. “É nas redes sociais que vamos mostrar nossas propostas de trabalho para que a comunidade observe e faça um comparativo com outros candidatos”, diz Anelisio.
O candidato deve priorizar reuniões por videoconferência, mas diz que pretende visitar eleitores que o convidarem para suas casas, comércios e entidades de classe.
Televisão ainda é canal fundamental para os candidatos – Foto: TRE-MS/Divulgação/NDDalmo Claro (PSL)
O diretor de criação da campanha do PSL, Marco Togo, afirma que o partido deve ter menos de 40 segundos de tempo de TV, mas não revela qual será o foco nesse canal por questões estratégicas, segundo ele.
Já nas redes sociais, segundo Marco, a intenção é propor um conteúdo natural. “Nossa ideia é transmitir os valores do candidato de maneira natural, nada muito produzido”, diz.
Em relação à participação nas ruas, as atividades ainda estão sendo definidas em conjunto com os vereadores.
Darci de Matos (PSD)
Em nota, a assessoria de comunicação do candidato Darci de Matos (PSD) disse que a pandemia mudou o processo eleitoral e, por isso, não deve haver aglomerações nem grandes reuniões durante a campanha.
“O desafio é chegar ao eleitor através da rede social, da televisão, reuniões com líderes”, afirmou a assessoria. O objetivo é mostrar as propostas do plano de governo na televisão, nas redes sociais e em entrevistas.
Eduardo Zimmermann (PTC)
A assessoria de comunicação de Eduardo Zimmermann informou que a chapa não tem horário de televisão e que utilizará as redes sociais para mostrar o plano de governo e se colocar à disposição da comunidade.
Fernando Krelling (MDB)
O coordenador de campanha do MDB, Marco Aurélio Braga, explica que, em um primeiro momento, a propaganda eleitoral na televisão deve ser usada para apresentar os candidatos a prefeito e vice e mostrar algumas propostas do plano de governo, reforçando o diálogo que deve ser feito, principalmente, pelas redes sociais.
“Nas nossas redes sociais, já estamos trabalhando na estratégia de antecipar propostas e eixos importantes”, avalia.
Marco Aurélio explica que as caminhadas estão abolidas nessa campanha, mas que há o desejo de promover carreatas e visitas controladas aos bairros, com pouco público.
Ivandro de Souza (Podemos)
O candidato afirma que o tempo de TV da chapa deve ser de cerca de um minuto e que a propaganda eleitoral nesse canal deve ser propositiva, abordando as ações previstas no plano de governo.
Ele destaca a importância da interação entre candidato e eleitores nas redes sociais. “Elas permitem ter um contato mais direto, em que as pessoas podem interagir diretamente com a nossa equipe e comigo. As pessoas dizem na lata se concordam ou não com as propostas”, avalia.
As atividades nas ruas ainda estão sendo avaliadas pela chapa.
Propaganda eleitoral na televisão e no rádio começa no dia 9 de outubro – Foto: José Cruz/Agência Brasil/NDJames Schroeder (PDT)
A assessoria de comunicação James Schroeder afirmou que, tanto na televisão quanto nas redes sociais, o objetivo é apresentar o candidato e falar sobre como ele adquiriu experiência na vida política.
Levi Rioschi (DC)
Levi Rioschi, do DC, explica que o partido não terá tempo de televisão e, diante disso, deve focar nas redes sociais durante a campanha. “Nosso perfil é propositivo, não temos a intenção de fazer campanha de contra-ataque a ninguém”, destaca.
O candidato conta que é contra carreatas, porque acredita que prejudicam o trânsito e não caem no gosto dos eleitores. Por isso, deve fazer apenas caminhadas com, no máximo, quatro pessoas para divulgar o trabalho e conversar com as pessoas.
Marco Aurélio Marcucci (Republicanos)
Pretende falar sobre dois assuntos principais durante a propaganda eleitoral na televisão: a necessidade de fazer mudanças em Joinville e segurança pública, área na qual fez carreira.
Nas redes sociais, o objetivo é divulgar o plano de governo. “Tenho projeto para tudo, mas o que eu sei fazer, o que eu posso prometer, é o que eu faço há 35 anos, em relação à segurança pública”, diz.
O candidato explica que tem feito reuniões pequenas, com no máximo dez pessoas, e que não deve fazer carreatas.
Mayara Colzani (PSOL)
O tempo de televisão ainda não foi definido. “Nas redes sociais, vamos divulgar nossa política, as atividades realizadas e conversar com o maior número possível de jovens e trabalhadores”, diz.
A chapa também pretende fazer atividades ao ar livre, tomando as medidas de segurança por causa da pandemia.
Nelson Coelho (Patriota)
Roger Robleño, coordenador de campanha do Patriota, explica que o tempo de televisão para o partido deve ser de cerca de dez segundos. Por isso, o objetivo é usar esse canal para chamar os eleitores para as redes sociais, onde as propostas serão divulgadas.
“A nossa carta na manga é claro que são as redes sociais. Vamos trabalhar em contato direto com as pessoas, com um canal direto com o eleitorado para esclarecer dúvidas em relação ao plano de governo e falar sobre o que pretendemos mudar em Joinville”, diz Roger.
A previsão é que haja trabalho nas ruas seguindo os protocolos de segurança relacionados à pandemia.
Tânia Eberhardt (Cidadania)
O coordenador de marketing da campanha de Tânia Eberhardt, Paulo Garcia, destaca a importância de uma ação transmídia, isto é, de uma integração entre vários canais.
“A televisão passará a dividir o protagonismo com as redes sociais, então nós vamos acompanhar esse movimento, que é natural”, explica.
Segundo ele, o foco nesses canais deve ser apresentar a candidata e as realizações dela nos cargos que já ocupou em Joinville. Em relação às atividades nas ruas, não há nenhuma ação prevista no momento.
* A assessoria do candidato Francisco de Assis, do PT, foi procurada, mas não respondeu até o fechamento da reportagem.