Foi sancionada na última quinta-feira (1º), com veto parcial do presidente Jair Bolsonaro, o dispositivo que pode pôr fim a chamada “Farra da Lagosta” no SFT (Supremo Tribunal Federal).
A emenda consta na Nova Lei de Licitações, aprovada pelo Congresso Nacional ainda no ano passado. O dispositivo que proíbe a compra de produtos de luxo pela administração pública é do deputado catarinense Gilson Marques (Novo).
Dispositivo que acaba com “Farra da Lagosta” no SFT é sancionado com veto parcial – Foto: Divulgacão/Paulo Alceu/NDSegundo o texto, “os itens de consumo adquiridos para suprir as demandas das estruturas da administração pública deverão ser de qualidade comum, não superior à necessária para cumprir as finalidades às quais se destinam, vedada a aquisição de artigos de luxo”.
SeguirA emenda foi incorporada ao texto da lei, no entanto, recebeu um veto parcial no parágrafo que estabelece que os valores de referência dos poderes Legislativo e Judiciário não podem ser superiores aos valores de referência do poder Executivo Federal.
O deputado explica que conferir ao Executivo a função de estipular os valores máximos permite à população maior controle, uma vez que o Executivo reage mais rapidamente à pressão popular do que o Legislativo ou o Judiciário.
“Agora está na mão do Congresso derrubar o veto presidencial, para que o dispositivo volte a ser como foi redigido, que seria o ideal. A população deve fazer a sua parte pressionando os parlamentares de seus estados”, disse Marques.
A iniciativa do deputado surgiu após notícias de uma licitação do Supremo Tribunal Federal (STF), no valor de mais de R$ 1 milhão, para compra de lagostas, camarões e outros itens, como vinhos premiados e uísques ainda em 2019.