Sempre gostei de simplicidade. As ideias simples, apresentadas de forma simples. Sempre fui objetivo, direto. Sou forjado no telejornalismo, nas frases curtas em ordem direta. Hermético, enigmático, dado a
recomeçares infinitos, isso nunca fui nem como poeta.
Não à toa, minha preferência pelos sonetos… Os quatorze versos bastam. E não me alongarei, igualmente, nessa crônica quase singela, sincera e, por isso, ingênua. Só há um caminho: abandonar a criancice, a birra. Dá para ser? O país não ganha nada com essa crise histérica.
Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal – STF – Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil/NDComeçamos assim: se você ainda acredita no Estado, no Estado tutor, pai de todos, fomentador de crescimento e desenvolvimento, acorda para a vida! Isso nunca deu certo. Entenda que igualdade e liberdade são incompatíveis, que o problema não é a “desigualdade social”, é a pobreza. Só o capitalismo salva.
SeguirSe você ainda não entendeu, está de má-criação. Você quer porque quer derrubar um governo, mesmo que milhões de pessoas nas ruas avisem para nem pensar nisso? Para você, é impeachment a qualquer custo? Para salvar o país do fascismo? Sei.
O seu barulho é sempre assim: quando na oposição, você tenta de todo jeito destruir o Brasil, quando está no governo você realmente destrói. Já deu, né? Você pode trazer argumentos, fatos, pode se apegar à realidade, à legalidade? Perderam votação na Câmara? Correm para o Supremo. O presidente editou Medida Provisória? O Supremo está logo ali, de braços abertos, pronto para o acolhimento.
É um tribunal que mima essa gente sem votos suficientes no Legislativo. E não adianta nada o Fux apontar o jogo sujo da oposição destrutiva, antidemocrática, que no plenário não tem como vencer e judicializa quase tudo, e continuar dando guarida a ela.O Legislativo judicializa. O Judiciário politiza. Dá para parar? Um tribunal político não nos serve. E oposição tem que ser construtiva, propositiva.
As leis, a liberdade, o debate baseado em fatos! Vamos nos conciliar em torno disso? É a única chance. Ou vamos continuar virando as costas para um mundo de gente que não precisa de emprego, precisa de trabalho.A eleição do ano que vem começou cedo demais. O país perde, o povo perde.
E há tanto trabalho a fazer, tanto trabalho sério… A excitação e o egoísmo são infantis. É do meu jeito! Eu que sei! Tem que ser eu! Sério? Ai, ai, ai… É assim que a conciliação se tornará possível? Não, não é. Então, aqui se resume a proposta: chega dessa birra de alguns que leva todo mundo para o castigo.