Sentados à mesma mesa, nesta segunda-feira (24) em Florianópolis, tucanos de plumagem densa fizeram cálculos e definiram estratégias para as próximas eleições. O PSDB/SC mira seis vagas na Assembleia Legislativa e duas na bancada federal. Com bom tempo de televisão e fundo eleitoral o poder de barganha se torna ainda maior porque deve abrir mão das três principais vagas: governador, vice e senador.
Ex-governador Leonel Pavan é um dos tucanos de plumagem densa que está a frente das articulações eleitorais do PSDB para outubro. – Foto: ArquivoNa semana passada a deputada federal Geovania de Sá licenciou-se do cargo de presidente do PSDB e o cargo foi assumido pelo prefeito de Concórdia, Rogério Pacheco. A coordenação do processo eleitoral, entretanto, tem outro time. Nele estão figuras carimbadas como o prefeito de Criciúma e ex-deputado estadual Clésio Salvaro, o ex-deputado estadual Gilmar Knaesel, o ex-governador Leonel Pavan e os ex-senadores Paulo Bauer e Dalírio Beber.
Os números da eleição de 2018 mostram que o grande equivoco foi a coligação com o MDB. Por conta desta aliança feita na majoritária a proporcional pagou preço alto. Elegeu apenas dois deputados estaduais e uma federal. A soma para estadual foi de 280 mil votos, suficiente para seis estaduais e outros 301 mil para federal o que garantiria duas cadeiras na Câmara dos Deputados.
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Na reunião tucana desta segunda-feira ficou definido ainda que a abrem-se conversas com outros partidos, começando pelo PP. A afinidade com Esperidião Amin é antiga. O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro não esconde sua fina sintonia com o ex-governador progressista.