Publicitário Fábio Veiga: “A TV terá maior influência nas eleições municipais”

Com experiência de décadas no Brasil e no exterior, Veiga fala da campanha deste ano

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TV, Redes sociais: o que influenciará eleitor? – Foto: divulgaçaoTV, Redes sociais: o que influenciará eleitor? – Foto: divulgaçao
Um dos mais experientes e vitoriosos profissionais de propaganda e marketing, Fábio Veiga, da agência Neovox, comenta as tendências das eleições deste ano. Ele comandou campanhas em Santa Catarina, São Paulo e até no exterior.

Com sua experiência, o que definirá o voto dos eleitores para Prefeito?
O eleitor se comporta de maneiras diferentes, dependendo do cargo que está em disputa, ou seja, o voto para prefeito é muito mais pragmático do que o voto para presidente ou governador. O eleitor sabe exatamente o que espera de um bom prefeito, e, em caso de reeleição, também consegue dizer com precisão se ele está indo bem ou não, e se merece ser reeleito. Pelas pesquisas que tenho visto de todo o país, acredito que a maioria dos prefeitos irá se reeleger ou fazer seus sucessores. E a razão para isso é a pandemia. É a postura, liderança e atitude dos prefeitos atuais, durante a pandemia, que mais terá influência nessa eleição.

O que mais influenciará: TV, redes sociais ou biografia?
Televisão, não tenho dúvidas. Veja o caso da eleição passada. Fizemos a campanha de Gelson Merisio para governador. Ele largou em quarto lugar com 4%, e, 30 dias depois, chegou em primeiro lugar, no primeiro turno, com 31%. Nesse meio tempo ele praticamente só contou com a televisão e rádio, pois a estrutura de mídias sociais era muito precária e ineficiente. Foi a TV e o rádio que o fizeram crescer tanto.

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A propaganda eleitoral gratuita ainda decide uma majoritária?
Com certeza absoluta. Redes sociais são importantes, mas poucos entendem que o relacionamento nas redes sociais é um processo que leva muito tempo, você não constrói relevância da noite pro dia. Já a televisão tem um poder de conexão imediata com o eleitor, com uma potência decisiva. A TV consegue alterar um quadro eleitoral com uma rapidez e força que, hoje, nenhuma outra mídia consegue.