Punição de Pazuello deve ser baseada na lei, diz defesa do general

Ex-ministro da Saúde vai responder a processo administrativo no Exército por participar de ato com Bolsonaro no Rio de Janeiro

R7 São Paulo

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A argumentação para defender Eduardo Pazuello pela participação em ato com o presidente Jair Bolsonaro vem sendo construída desde a manhã desta segunda-feira (24). Fontes da defesa alegam que qualquer punição disciplinar que venha a ser definida ao ex-ministro da Saúde seja limitada ao regimento da instituição militar.

General participou de ato ao lado do presidente Jair Bolsonaro – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Divulgação/NDGeneral participou de ato ao lado do presidente Jair Bolsonaro – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Divulgação/ND

“O direito administrativo disciplinar, militar ou civil, não pode desafiar a lógica e o bom senso. Toda e qualquer punição deve ser baseada no texto expresso da lei e do regulamento, não admitindo interpretação extensiva para punir, sob pena de violação ao princípio constitucional da legalidade”, garante a defesa.

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Nesta terça-feira, Pazuello vai se reunir com o comandante do Exército Paulo Sérgio Nogueira, em Brasília. O que pesa contra ele é o fato de ainda ser um general da ativa e, por isso, não ter autorização para participar de nenhum ato político.

O general vai responder a um processo administrativo no Exército por ter participado e discursado em ato ao lado do presidente Jair Bolsonaro, no último domingo (23), no Rio de Janeiro.

A defesa do ex-ministro da Saúde foi pega de surpresa com a iniciativa do general de acompanhar o presidente e discursar no ato político a favor de Bolsonaro.

A percepção geral é de que a atuação de Pazuello no evento público expõem também o ministro da Defesa, Braga Netto, que será cobrado pelos insatisfeitos na cúpula militar. O próprio Braga Netto participou de evento semelhante ao lado de Bolsonaro. A diferença é que atual ministro da Defesa é um militar reformado.

Senadores da CPI da Covid reagiram com irritação e perplexidade. O episódio reforçou a disposição de reconvocação de Pazuello à comissão de inquérito. Requerimento do senador Alessandro Vieira (Cidadania/SE) sobre o tema deve ser apreciado nesta quarta-feira.

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