Putin manda ‘tropas de Paz’ para repúblicas separatistas no Leste da Ucrânia

Presidente da Rússia ordenou o envio de "tropas de paz" para Donetsk e Lugansk, duas províncias separatistas no leste da Ucrânia

Foto de Estadão Conteúdo

Estadão Conteúdo Florianópolis

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou o envio de “tropas de paz” para Donetsk e Lugansk, duas províncias separatistas no leste da Ucrânia, pouco depois de tê-las reconhecido como países independentes.

De acordo com dois decretos assinados pelo líder russo, os militares irão “garantir a paz” nos territórios até a assinatura de acordos de Amizade, Cooperação e Ajuda Mútua entre Donetsk e Lugansk e Moscou.

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    Primeiras tropas ingressando em território ucraniano - Mohamed Handy/Divulgação/ND
    Primeiras tropas ingressando em território ucraniano - Mohamed Handy/Divulgação/ND
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    Primeiras tropas ingressando em território ucraniano, depois da autorização de Vladimir Putin - Mohamed Handy/Divulgação/ND
    Primeiras tropas ingressando em território ucraniano, depois da autorização de Vladimir Putin - Mohamed Handy/Divulgação/ND
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    Primeiras tropas russas na Ucrânia. Começou a guerra? - Mohamed Handy/Divulgação/ND
    Primeiras tropas russas na Ucrânia. Começou a guerra? - Mohamed Handy/Divulgação/ND

O movimento, no entanto, pode ser usado para justificar um ataque russo nessas áreas. Mais cedo, os líderes das duas regiões haviam pedido a Putin reconhecimento e assistência militar, o que pode abrir brechas para uma intervenção militar “legal”. Em discurso televisionado nesta segunda-feira, o mesmo em que anunciou o reconhecimento da independência, Putin acusou a Ucrânia de “genocídio” contra as regiões. Autoridades russas afirmam que Kiev teria planejado ataques militares intensificados nos territórios, o que a Ucrânia nega.

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O reconhecimento dos territórios viola o acordo de paz de Minsk de 2015, que foi desenvolvido para restaurar as regiões separatistas ao controle da Ucrânia, mas nunca foi implementado.

Ainda não está claro se essas tropas permanecerão no território já controlado pelos rebeldes ou avançarão para locais dessas províncias sob controle do Exército ucraniano.

*COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS