Queimadas na Amazônia legal em 2022 já superam todo o ano de 2021

Inpe registra 75.592 focos de incêndios neste ano contra 75.090 detectados em 2021

AFP Rio de Janeiro

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Os focos de queimadas registradas na Amazônia legal neste ano já superam as detectadas em todo 2021, segundo dados oficiais.

Até domingo (18), foram registrados 75.592 focos de queimadas, frente aos 75.090 detectados em todo 2021, de acordo com dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Vista aérea de queimada na cidade de Lábrea, no sul do Amazonas – Foto: Michael Dantas/AFP/NDVista aérea de queimada na cidade de Lábrea, no sul do Amazonas – Foto: Michael Dantas/AFP/ND

Setembro já se anunciava um mês crítico na questão das queimadas ao registrar 18.374 focos em apenas uma semana, quase 10% a mais que em todo o mesmo mês de 2021.

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A ONG ambientalista Greenpeace afirmou em nota que o aumento das queimadas é uma “tragédia anunciada” e está “associado com desmatamento e grilagem de terras”.

O desmatamento e os incêndios florestais dispararam durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), que tentará a reeleição em outubro.

Desde que ele assumiu a Presidência, em janeiro de 2019, o desmatamento médio anual na Amazônia brasileira aumentou 75% em comparação com a década anterior.

“Após quase quatro anos de uma clara e objetiva política anti-ambiental por parte do governo federal, vemos que, na iminência do encerramento deste mandato (…), grileiros e todos aqueles que têm operado na ilegalidade viram um cenário perfeito para avançar sobre a floresta”, disse no comunicado o porta-voz do Greenpeace Brasil para a Amazônia, André Freitas.

O presidente rechaça as críticas, argumentando que a extensão da Amazônia dificulta a fiscalização e que o Brasil preserva suas florestas muito melhor do que a Europa, enquanto critica as ONGs e os grupos ambientalistas.

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