Quem quer desvalorizar a bandeira?

Desqualificar a bandeira nacional, nesse contexto, é música para os ouvidos de muita gente graúda

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A bandeira nacional não é mais incondicionalmente o símbolo pátrio, a depender do entendimento de uma juíza do Rio Grande do Sul. Ela decidiu que, dependendo das circunstâncias, a bandeira do Brasil pode ser considerada propaganda eleitoral – e avisou que vai mandar retirá-la dos locais que considerar impróprios à exibição dela, no contexto das eleições deste ano. Segundo essa juíza, a bandeira nacional se tornou um elemento de manifestação de “um dos lados da política” – e por isso seu uso precisa ser disciplinado para não afetar o equilíbrio eleitoral.

Bandeira do Brasil – Foto: PixabayBandeira do Brasil – Foto: Pixabay

É evidentemente uma interpretação bizarra. Mas não é, nos dias de hoje, tão exótica quanto parece. Há uma ação insidiosa ao redor do mundo para “reformatar” as democracias. Através dessas supostas éticas politicamente corretas, essa ação obscura quer retirar poder das nações, sujeitando suas instituições a diretrizes de grupos particulares. Desqualificar a bandeira nacional, nesse contexto, é música para os ouvidos de muita gente graúda.

A pandemia se tornou o grande exercício de controle das nações por diretrizes externas – seguidas de forma quase automática pelo mundo afora. Várias dessas diretrizes eram apenas ensaios, tentativas e eventualmente propaganda enganosa, como se viu no lockdown e sua falta de critérios científicos para um distanciamento eficaz. Mesmo assim os governos foram seguindo um pacote de medidas sem precedentes, basicamente porque os outros estavam seguindo também. Quem não seguisse teria que, praticamente, acertar ou errar sozinho.

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E as medidas eram controversas até dentro da Organização Mundial da Saúde – que ia atualizando seus boletins vagos sobre distanciamento social, por exemplo, sem consolidação de eficácia. A OMS podia avisar que não era para escolas fecharem em áreas carentes, e o prefeito da periferia ia lá e fechava tudo, em nome da OMS. Uma bagunça. Mas não demorou a ficar visível o planejamento dessa bagunça.

O lobby do Fórum Econômico Mundial, que passou a reunir as companhias gigantes e os megainvestidores interessados em mandar em tudo, tentam que todos os países assinem um tratado dando à OMS prevalência sobre as autoridades e as leis nacionais em caso de pandemia. E hoje “a OMS”, como você já notou, designa outra coisa. Todo esse atropelo à prática da democracia como ela sempre se deu – de acordo com a independência dos países – está numa embalagem simpática chamada Agenda 2030.

Peço licença para informar que este é o tema do meu novo livro, “Passaporte 2030 – O sequestro silencioso da liberdade”, já à venda. E lembrar que um dos países que se opuseram ao tratado invasivo da OMS foi o Brasil, aquele onde a valorização da bandeira nacional anda incomodando uns e outros.

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