Quem são e o que pensam os candidatos à vice-prefeitura de Joinville

De um lado, está Rejane Gambin (Novo) que pode fazer história ao ser a primeira mulher a assumir o cargo na cidade; do outro, o vereador Rodrigo Fachini, que já teve passagem na administração pública

Luana Amorim Joinville

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Falta pouco para o joinvilense conhecer a chapa majoritária que irá comandar  o município pelos próximos quatro anos. No domingo (29), acontece o segundo turno das eleições municipais, com a disputa entre Adriano Silva (Novo) e Darci de Matos (PSD).

Rejane Gambim (Novo) e Rodrigo Fachini (PSDB) são os candidatos que disputam ao cargo de vice-prefeito em Joinville – Foto: Reprodução/DivulgaçãoRejane Gambim (Novo) e Rodrigo Fachini (PSDB) são os candidatos que disputam ao cargo de vice-prefeito em Joinville – Foto: Reprodução/Divulgação

Mas, além de conhecer os candidatos a prefeito, também é importante que o eleitor veja quais as propostas e o perfil de quem concorre à vice-prefeitura, principalmente porque esta será a pessoa que substituíra o prefeito em caso de ausência.

Do lado de Adriano Silva, está a jornalista Rejane Gambin, do mesmo partido. Se eleita, ela poderá ser a primeira mulher a assumir o cargo na maior cidade de Santa Catarina.

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Na chapa de Darci de Matos, o candidato é o tucano Rodrigo Fachini. Ele foi vereador por quatro mandatos e presidente da Câmara nos anos de 2007 e 2008.

O ND+ conversou com os dois para entender suas propostas e o que o eleitor pode esperar durante o mandato, se eleitos. Confira:

Rejane é vice de Adriano Silva – Foto: Divulgação/NDRejane é vice de Adriano Silva – Foto: Divulgação/ND

Rejane Gambin (Novo)

Rejane tem 53 anos e mora no bairro Atiradores. Natural do Rio Grande do Sul, ela se considera “joinvilense de coração” e foi na cidade onde construiu sua carreira no jornalismo, trabalhando em emissoras de televisão locais.

Há nove anos é uma das vozes oficiais do Festival de Dança de Joinville e, recentemente, passou a atuar como digital influencer. Filiada ao partido Novo, essa é a primeira vez que participa de uma eleição. Ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ela declarou um total de R$ 281.500,00 em bens.

Segundo ela, a vontade de entrar para a política surgiu após ver os problemas da cidade. Foi a partir daí que ela se filiou ao Novo e seguiu, com Adriano Silva, na caminhada até o segundo turno das eleições municipais.

“Nós já tínhamos feito vários trabalhos sociais juntos e, então, ele me chamou para fazer parte da chapa, já que ele queria uma mulher do lado dele, alguém que conhecesse a cidade e tivesse um olhar e um cuidado com as pessoas”, afirma.

Rejane pontua que construiu, ao lado do candidato, o plano de governo. Porém, ela afirma que a proposta de atuar fortemente com as pessoas foi uma das suas principais contribuições.

“Não serei uma vice-prefeita decorativa. Eu quero fazer parte da mudança. Não me contento em ficar na plateia. Eu quero ser esse agente de transformação”, salienta.

Rejane explicou que, em um primeiro momento, vai trabalhar com os servidores, principalmente na valorização. Depois, fará um trabalho junto às comunidades com o propósito de levar o governo para perto do povo.

Questionada se assumirá alguma secretaria, ela é categórica: “não devo assumir nenhuma. Serei vice-prefeita do primeiro ao último dia de mandato.”

“Merecemos ganhar o voto do eleitores porque queremos cuidar das pessoas, elas merecem o novo. Vamos fazer um governo diferente. No primeiro dia, as pessoas já vão sentir isso. A gente vai resgatar a alegria de viver em Joinville e devolver a grandeza da cidade”, conclui.

Rodrigo Fachini é vice de Darci de Matos – Foto: Divulgação/NDRodrigo Fachini é vice de Darci de Matos – Foto: Divulgação/ND

Rodrigo Fachini (PSDB)

Rodrigo João Fachini tem 42 anos, é natural de Florianópolis, mas veio a Joinville logo que nasceu. Formado em Gestão Pública, ele faz parte da coligação “Joinville é Agora”, onde concorre pelo PSDB.

O candidato foi o primeiro coordenador de Assuntos para a Juventude da cidade e militante no movimento secundarista. Além disso, teve passagem pela Secretaria de Obras da cidade.

Em 2004, garantiu uma das cadeiras no Legislativo e conseguiu se reeleger nos últimos dois pleitos, além de ter sido presidente da Câmara de Vereadores em duas oportunidades.

Segundo o candidato, toda a sua formação familiar, que sempre atuou nas questões sociais da cidade, contribuíram para que ele trabalhasse para defender quem mais precisasse. Além disso, ele afirma que, mesmo atuando há anos na vida política, vive uma rotina muito semelhante a da grande maioria dos moradores da cidade.

“Meus filhos estudam em escola pública e usam o transporte público. Eu uso a saúde pública. Então, eu vivo muito próximo da população de Joinville que a gente quer atender”, explica.

Fachini salienta que trabalhou a lado a lado com Darci na elaboração do plano de governo e trouxe algumas propostas a serem implantadas na cidade. Entre elas, a criação de um núcleo de apoio psicológico e psiquiátrico às famílias da rede pública de ensino e a de ofertar o ensino bilíngue nas escolas.

“A cidade vive um momento de muita fragilidade, até do ponto de vista financeiro da Prefeitura, em diversas áreas. Ou seja, Joinville não tem tempo a perder”, pontua.

Questionado se assumirá alguma pasta, caso seja eleito, ele diz: “não existe nem nunca existiu nenhuma conversa em que esse assunto entrou em pauta”.

“Na minha convicção, Joinville precisa de uma dupla que esteja preparada para começar a transformação e a reconstrução da cidade já no primeiro dia. Quem simboliza essa mudança somos nós. Nossa proposta de plano de governo traz um diferencial, uma reforma administrativa e de destravamento da cidade”, finaliza.

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