Uma eleitora de Joinville, no Norte de Santa Catarina, fez valer o seu direito de votar neste domingo (30), mas registrou boletim de ocorrência por injúria qualificada por preconceito. O caso aconteceu no início da tarde, no bairro Vila Nova, zona Oeste da cidade.
Urna EletrônicaBrasília-DF, 19/07/2016Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE – Foto: Roberto Jayme/Divulgação/NDDe acordo com o relato da eleitora, que chegou ao seu local de votação, na Escola Municipal Karin Barkemeyer, ela foi ofendida por um atendente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) ao entrar em contato para tentar resolver a falta de acessibilidade. Obesa, a eleitora, que pesa 230 kg, informou que sua zona eleitoral foi modificada para o terceiro andar nestas eleições e como estava doente e não conseguiu comparecer no primeiro turno, se deparou com o problema neste domingo.
O elevador da escola estava inoperante e mesmo com a disponibilidade do delegado do prédio em ajudá-la, a limitação e mobilidade a impedia de registrar o voto. Ao ligar para o TRE para solicitar um robô auxiliar, foi informada que ele não suportava o peso e sugeriu que ela justificasse o voto. Ainda no boletim de ocorrência, ela registrou que se negou a justificar porque queria exercer seu direito de votar e, ao informar o atendente do TRE, foi ofendida. “O atendente ironicamente falou: ‘você quer que eu envie um guindaste aí?’”, afirma a ocorrência gerada pela Polícia Militar, que foi acionada para registrar o boletim de ocorrência.
SeguirO delegado do prédio conseguiu viabilizar uma urna no térreo para que ela pudesse votar, o que aconteceu por volta das 14h.
A eleitora contou, ainda, que quando fez o título de eleitor informou sobre sua necessidade de local acessível para o voto e que desde 2015 participa das eleições no mesmo prédio e em local acessível.
A polícia tentou contato com o atendente acusado de ofendê-la, no entanto, recebeu a informação de que ele já havia deixado o local. O boletim de ocorrência foi registrando ainda no prédio.