Luciano Hang será convocado pela CPI da Covid; data está em debate

Vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues disse que decisão será tomada após o feriado de 7 de setembro

Estadão Conteúdo São Paulo

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O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que também é vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, anunciou que o colegiado marcará logo após o feriado do dia 7 de setembro uma data para o depoimento do empresário Luciano Hang. O empresário, que é dono da rede de lojas Havan, se posicionou por meio de vídeo sobre o assunto (confira abaixo).

Data da convocação do empresário Luciano Hang na CPI da Covid está em debate – Foto: Divulgação/HavanData da convocação do empresário Luciano Hang na CPI da Covid está em debate – Foto: Divulgação/Havan

O pedido de convocação de Hang foi feito pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL). “Nós precisamos marcar o depoimento do senhor Luciano Hang, um notório membro do gabinete paralelo. O depoimento dele para essa Comissão Parlamentar de Inquérito é muito importante. Para que a CPI e o Brasil conheçam o submundo que essa gente criou”, disse Calheiros.

Procurado pela reportagem do ND+, Hang se posicionou por meio de um vídeo, enviado por sua assessoria.

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Confira o que disse Luciano Hang:

Luciano Hang se posicionou sobre convocação para a CPI da Covid por meio de vídeo – Vídeo: Divulgação/ND

O empresário, conhecido pelo seu apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro, irá à CPI na mesma posição que o empresário Carlos Wizard.

Ou seja, segundo o senador, alguém visto como financiador e apoiador de um suposto “Ministério da Saúde Paralelo”, um grupo que aconselharia o presidente em assuntos relacionados à pandemia.

Também deve ser analisado pelos senadores o movimento criado por grupo de empresários, liderado por Wizard e Hang, para pedir autorização de uso no Brasil do imunizante chinês produzido pelo laboratório CanSino.

Iniciativa liderada por Carlos Wizard e Luciano Hang negociou vacinas com Embaixada da China – Foto: Instagram/ReproduçãoIniciativa liderada por Carlos Wizard e Luciano Hang negociou vacinas com Embaixada da China – Foto: Instagram/Reprodução

O governo já avançava nas negociações com o Ministério da Saúde pelo fornecimento de 60 milhões de doses da vacina Convidencia ao custo de R$ 5 bilhões.

Contudo, em junho, os chineses romperam com a farmacêutica Belcher, intermediária responsável pelas negociações da venda de vacinas no país, sem explicar o motivo.