O Senado aprovou na noite desta quarta-feira (8) 0 texto-base da reforma tributária sobre o consumo. Tanto no primeiro, quanto no segundo turno, o placar foi o mesmo: 53 a 24. A votação terminou pouco depois das 19h. O resultado do segundo turno foi conhecido duas horas depois. A aprovação da PEC exigia o voto de pelo menos 49 dos 81 senadores.
Como a PEC passou por alterações no Senado, terá de voltar à Câmara dos Deputados para uma nova votação. Parlamentares esperam concluir a tramitação nas duas Casas até o fim do ano.
Plenário do Senado aprovou nesta quarta (8) a proposta da reforma tributária – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agênci/NDReforma tributária: veja como votaram os senadores
A senadora Ivete da Silveira (MDB-SC) votou sim no projeto da reforma tributária e considera ter feito um voto consciente para a economia avançar neste momento e que o importante é o benefício real para os que mais precisam.
Seguir“A reforma tributária está sendo debatida há um bom tempo pelos diversos setores da nossa sociedade. Considerarmos que o tema está maduro e votamos conscientes de que esse é o momento de fazer a economia avançar, simplificando e agilizando a cadeia tributária. Se eventualmente houver necessidade de redefinir ou alterar algum ponto onde haja necessidade, podemos rever prioridades, porque não? Importante é o benefício real para os que mais precisam”.
Jorge Seif votou contra a reforma tributária – Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/NDO senador Jorge Seif Júnior (PL) votou não no projeto da reforma tributária. “Temos certeza dos esforços do senador Eduardo Braga para melhorar o texto da Câmara, mas eu tenho que pensar em Brasil, mas preciso pensar em Santa Catarina. A cada R$ 100 que os catarinenses pagam de impostos, aproximadamente somente R$ 10 voltam para o meu Estado. Isso não foi corrigido”.
“As concessões nesse último relatório infelizmente contemplam setores da economia que precisariam de incentivos e de cortes de impostos. Então, ouvindo os empresários de Santa Catarina, ouvindo o governo do Estado de Santa Catarina, vendo que muitas coisas que nós criticamos lá atrás quando o texto chegou o Senado e não foram corrigidas e entendendo que isso vai amentar a carga de impostos sobre o catarinense e sobre o brasileiro que era uma condição para que nós não votássemos, então com certeza, nós não temos como apoiar essa reforma”.
Amin disse que deseja uma nova oportunidade de governar Santa Catarina – Foto: Leo Munhoz/NDJá o senador Esperidião Amin (Progressistas) também votou contra a proposta da reforma tributária. “Ganhando ou perdendo, para deixar registrado o que eu voto é para colocar um tampão, ou seja, daqui não passa. E lamento que os que votarem não correm os risco pelo povo, porque quem vai pagar se a carga ultrapassar 25% será o microempresário, serão aqueles que conseguiram alguma excepcionalidade, porque com o limite de 25%, nós estamos declarando não aceitamos aumento de impostos e quem não pode dizer isso com essa clareza, vai ter que dar explicações”.