Reunião pública em Balneário Camboriú aborda a importância da cannabis medicinal

A proposta do vereador Eduardo Zanatta (PT) permite o fornecimento de medicamentos à base de CBD (Canabidiol) e THC (Tetrahidrocanabinol) na rede municipal de saúde

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Redação ND Itajaí

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Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, vai discutir a importância da cannabis medicinal na rede pública de Saúde. A discussão será nesta quinta-feira (23), às 19h, no plenário da Câmara por meio de uma reunião pública sobre medicamentos à base de cannabis para a população.

O projeto do vereador Eduardo Zanatta (PT) quer permitir o fornecimento de medicamentos à base de CBD (Canabidiol) e THC (Tetrahidrocanabinol) na rede municipal de saúde.

Medicamentos à base de cannabis ajuda no tratamento da epilepsia, fibromialgia e do TEA (transtorno do espectro autista). – Foto: Julia Teichmann/Pixabay/Jornal USP/NDMedicamentos à base de cannabis ajuda no tratamento da epilepsia, fibromialgia e do TEA (transtorno do espectro autista). – Foto: Julia Teichmann/Pixabay/Jornal USP/ND

Para conversar sobre o tema, o vereador convidou a presidente da FEAMAS/SC (Federação Catarinense de Autismo) e coordenadora administrativa da AMA Litoral (Associação de Pais e Amigos do Autista), Catia Purnhagen e a deputada estadual Ana Paula da Silva, a Paulinha, autora do projeto de lei que fornece medicamentos à base de substância ativa CBD (canabidiol) no Estado.

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Também foram convidados para discutir o assunto o professor de neurologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Dr. Paulo Bittencourt, a farmacêutica e especialista em plantas medicinais, Adriana Russowsky e Pedro Sabaciauskis, presidente da Santa Cannabis, associação que possui a autorização judicial para cultivo e produção de óleo de cannabis no Estado.

O medicamento ajuda principalmente no tratamento doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, quadros de epilepsia, autismo, dores crônicas, como a fibromialgia, ansiedade, depressão e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).

Desde 2015 no Brasil, quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a importação dos produtos, os pedidos vêm aumentando ano a ano, somente em 2021 mais de 40 mil solicitações foram registradas.

Apesar de existir a possibilidade de autorização para a importação do medicamento, o processo ainda é considerado muito burocrático no país, além do alto custo dificultar o acesso daqueles que precisam.

Por essas razões, iniciativas para o fornecimento e distribuição dos medicamentos de forma gratuita pelo SUS (Sistema Único de Saúde), surgem como uma esperança para muitas famílias.