Menos de 48 horas depois de decidir em convenção por apoiar o MDB na disputa pela prefeitura em Joinville, o PSL retirou o apoio ao candidato emedebista. A decisão ocorre um dia depois de Fernando Krelling, candidato à prefeitura pelo MDB, votar a favor da continuidade do processo de impeachment do governador Carlos Moisés (PSL).
Segundo o presidente do PSL em Joinville, Derian Campos, “o partido nunca oficializou nenhum apoio a ninguém. O que houve foi uma investida do MDB e a distribuição de fake news na imprensa dizendo que estávamos juntos. Vamos de candidato próprio como sempre planejado”.
Apesar disso, a imprensa recebeu nota do partido na quarta-feira (16), data da convenção da sigla, afirmando que o PSL havia desistido de lançar Dalmo Claro às eleições e decidido coligar com o MDB. Confira a nota na íntegra:
SeguirConvenção do PSL de Joinville (SC) – Comunicado
Por orientação da Executiva Estadual do PSL, a Comissão Provisória do PSL de Joinville decidiu coligar com o MDB para as eleições deste ano. Assim, por conta desta determinação estadual, o Doutor Dalmo Claro decidiu acatar a decisão, mas avisa que não tomará parte na eleição. “Aceito a decisão feita pela Executiva, mas aviso que não estarei nesta aliança. Sinto que esta era a oportunidade do partido e minha de chegar à Prefeitura, mas as atuais circunstâncias políticas impuseram esta decisão de cima. Meus agradecimentos a todos que acreditaram e se engajaram ao nosso propósito”, finalizou Dalmo.
Krelling diz que seu voto não tem preço
Durante a votação pela continuidade do processo de impeachment do governador Carlos Moisés, o deputado estadual e candidato emedebista à prefeitura de Joinville, Fernando Krelling, disse que houve pré-julgamento em relação ao seu voto por causa de uma aliança partidária.
Krelling votou pela continuação do processo de impeachment – Foto: Divulgação/ND“Por causa de uma aliança partidária acharam que eu poderia vender o meu voto e muitas pessoas estiveram aguardando o meu voto hoje, achando que ele tinha preço. O meu voto não tem preço”, afirmou.
Por 33 votos a favor, 6 contra e uma abstenção, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina resolveu pela continuação de processo do impeachment do governador do PSL.
Segundo o MDB, o PSL não procurou o partido oficialmente para retirar o apoio até esta sexta-feira (18).