A decisão do deputado federal Ricardo Guidi, do PSD, de aceitar convite para assumir a Secretaria do Meio Ambiente no governo Jorginho Mello, do PL, chega envolvido em múltiplas análises e interpretações.
Deputado federal Ricardo Guidi – Foto: DivulgaçãoA primeira descarta a hipótese de sua transferência do PSD para o PL, visando eventual disputa da Prefeitura de Criciúma. A razão é jurídica. Não há janela partidária e o fato seria judicializado, com sérios prejuízos ao parlamentar sulista.
Além disso, não encontra razoabilidade, um deputado da liderança de Ricardo Guidi assumir uma secretaria sem visibilidade e expressão política estadual para ficar cinco meses este ano, dois meses de férias no início de 2024, e despedida em abril para concorrer.
SeguirA segunda identifica uma forte influência da deputada federal Júlia Zanatta, do PL, que tem relações de parentesco com Ricardo Guidi e com ele trabalhou na Assembleia Legislativa. Ela é pré-candidata à Prefeitura de Criciúma e tira um concorrente do jogo.
O deputado federal Daniel de Freitas, do PL, também um dos pré-candidatos, anunciou que vai transferir o título eleitoral para Florianópolis, desistindo assim, de participar do jogo eleitoral no sul.
O caráter pessoal da decisão de Ricardo Guidi está oficializado em suas declarações à imprensa e na nota oficial divulgada pelo presidente do PSD, Eron Giordini.
A presença do deputado sulista no governo não representa qualquer compromisso com o governo estadual. Ao contrário, salienta Giordani, o PSD continuará com posição de independência.