Robison Coelho abre as entrevistas com candidatos a prefeito de Itajaí

Candidato de 42 anos, do PSDB apresentou seus projetos ao ND Mais, nesta segunda-feira (5)

Isabela Corrêa Itajaí

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Na segunda-feira (5) iniciou o rodízio de entrevistas com os candidatos a prefeito de Itajaí, no ND Mais e na NDTV Record TV. Conforme sorteio realizado em 23 de setembro, o primeiro candidato a apresentar suas propostas, é Robison Coelho (PSDB), de 42 anos.

Robison Coelho abre as entrevistas com candidatos a prefeito de Itajaí – Foto: Jeferson BaldoRobison Coelho abre as entrevistas com candidatos a prefeito de Itajaí – Foto: Jeferson Baldo

Abaixo você irá conferir na íntegra, os questionamentos feitos pela reportagem do ND Mais ao candidato, e as respostas dele. As perguntas diferem das realizadas no Balanço Geral. Para conferir a participação de Robison Coelho no telejornal, você deve clicar neste link.

Entrevista

Candidato, você conta com o apoio público de Anna Carolina Martins (PSDB), Fernando Pegorini (PSL), João Paulo Tavares Bastos Gama (Progressistas) e Rubens Angioletti (Podemos). Eles foram pré-candidatos à prefeitura de Itajaí, mas abriram mão da disputa pelo pleito para se unirem à sua chapa. Você acredita que isso pode fortalecer sua campanha?

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Esse grupo já vem trabalhando junto desde 2017. Se for pegar as principais pautas da cidade, nesses últimos três anos e nove meses, já estivemos juntos. Somos nós, os oito vereadores que votaram contra o aumento do IPTU, lá em 2017, naquela votação polêmica.

Então, essa composição começou a ser desenhada lá na Câmara de Vereadores, nos debates e pautas que tivemos em conjunto. Tanto nas pautas propositivas, quanto nas críticas, sempre estivemos juntos.

Há cerca de um mês, foi feita uma reunião, e ficou entendido que o “Robison” era o candidato mais apropriado para unir todo o grupo. Foram eles que me escolheram para representá-los nessa eleição.

Divulgar a desistência desses pré-candidatos em sequência, foi uma jogada de marketing?

Itajaí é uma eleição de primeiro turno. Nós entendíamos que precisávamos estar juntos para ganhar essa eleição. Foi justamente numa reunião, em 8 de setembro, que no escritório da Anna Carolina, que o grupo entendeu que precisávamos ter um nome de consenso, e o nome escolhido foi o meu.

Quais são as suas principais estratégias para tentar superar o atual prefeito, Volnei Morastoni (MDB)?

Nosso grupo acredita que possa fazer mais, e melhor. Temos alguns problemas na cidade, que precisam ser corridos. Alguns exemplos: hoje grande parte da nossa população tem recebido água suja em suas torneiras, e isso é um problema grave para uma cidade rica como a nossa. É problema que precisa ser encarado de frente.

Nós entramos com uma ação há um tempo atrás, tentando reaver R$ 56 milhões, retirados do caixa do Semasa, para cobrir furos do orçamento lá da prefeitura. Entendo que com esse valor, nós conseguiríamos fazer investimentos públicos e entregar uma água limpa para a população.

A população paga a fatura de água, esperando uma contrapartida, que é uma água limpa. Infelizmente, está recebendo uma água preta. Com investimento, gestão e cortando desperdício do dinheiro público nós conseguiremos fazer mais.

Da mesma forma, com relação ao transporte público. Hoje uma cidade rica com Itajaí, não tem transporte coletivo.

Agora, os bons projetos, as coisas boas que estão acontecendo nós vamos dar sequência. Com por exemplo: O “Itajaí Ativo”, é um programa que nós respeitamos, que começou no Governo anterior, lá em 2009. É algo bem-visto pela população e nós precisamos melhorar ele. O mesmo com o “Projeto Nadar”.

Caso seja eleito, qual será a sua principal bandeira como prefeito de Itajaí?

Gestão eficiente. Nós estamos verificando muitas obras na cidade que foram feitas, desfeitas e refeitas, e nesse caso acontece desperdício do dinheiro público. Se nós fizermos uma gestão eficiente, irá sobrar mais dinheiro para fazer outras obras na nossa cidade. Então, essa é uma questão, como também o transporte público, e o Semasa. E principalmente a questão da saúde.

A saúde tem nos incomodado bastante, o prefeito é médico, mas nós temos muitos problemas nessa área. Por exemplo: as filas muito grandes na saúde. Eu sou procurado por inúmeros itajaienses que estão aguardando há meses e às vezes até anos por um exame, procedimento ou cirurgia. Então isso será prioridade no nosso governo.

Qual é o seu principal projeto para a educação do município?

Duas coisas principais que eu falaria nesse momento, já que são muitas. Precisamos melhorar os indicadores. Em relação ao Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), do primeiro ao quinto ano nós estamos na média, mas do sexto ao nono ano, estamos abaixo.

Vamos despolitizar as indicações, pois infelizmente hoje elas são feitas pelos políticos da cidade, pelos vereadores, em troca de votos lá na Câmara de Vereadores. Nós vamos adotar critérios técnicos para nomeação desses diretores e secretários. Eles precisam ter conhecimento administrativo, em finanças, em recursos humanos, em legislação. Não abriremos mão desses critérios, até para qualificar mais a nossa educação.

Vamos criar as escolas de tempo integral, para preparar os nossos jovens para o futuro. Itajaí é uma cidade de oportunidades, na área portuária, de comércio exterior… nós temos o polo de construção naval, que tá sendo desenvolvido na nossa cidade. Nós temos um distrito de inovação. A nossa preocupação é que os nossos jovens ocupem esses espaços para o mercado de trabalho futuro. É com educação em tempo integral que nós vamos qualificá-los. Com aulas de empreendedorismo, línguas e tecnologia.

Qual será o critério adotado para que a distribuição de cargos nas escolas não seja por meios políticos? Como o senhor acredita que os professores irão receber essa mudança?

Por meritocracia e critérios. Não dá para colocar um diretor de escola, somente pela proximidade dele com algum vereador, político da cidade. Ele precisa respeitar alguns critérios, como falei anteriormente. Vamos preparar e dar espaços para que todos os nossos educadores tenham a chance de ser diretor um dia. Nós precisamos melhorar e ter coragem para fazer a mudança. É uma questão de oportunidade para os demais. É despolitizar para avançar na educação.

Hoje no cargo de vereador de Itajaí, quais são as principais dificuldades na cidade, na sua opinião? E se assumir como prefeito, o que pretende mudar?

Eu tive vários projeto aprovados na Câmara. Eu sou o vereador com o maior número de projetos aprovados. Me frustrei por alguns que não foram aprovados, por exemplo, a questão do nepotismo. Foi um projeto encaminhado à Câmara, que não teve aprovação, e se assumisse, tentaria colocar em prática.

Na educação, investiria na tecnologia, robótica e informática. Precisamos incluir dentro das escolas, os laboratórios de informática e preparar os jovens para o futuro.

Quais são as suas propostas para os principais setores da economia de Itajaí?

Porto – Eu sou portuário desde 1996. Conheço bem o porto. Já passei por muitas dificuldade e bons momentos. Estou lá desde o início da municipalização, passando pelo arrendamento e pela concorrência com a Portonave, passando pela queda do cais e pela retomada da movimentação. Nós ainda vamos passar por um momento muito difícil, que é da desestatização, da questão da privatização do porto em 2022.

Nós precisamos, sem dúvida, ampliar a participação da iniciativa privada, mas precisamos respeitar os trabalhadores portuários, através de um pacto de transição negociado.

Tecnologia – Já a partir de 2021, nós vamos concluir o distrito de inovação, polo tecnológico, que é o centro de inovação que fica às margens da rodovia Antônio Heil, que infelizmente nesses quatro anos acabou não dando continuidade. Vamos concluir isso logo em 2021, e já começaremos a receber as empresas de tecnologia, naquela região.

Construção naval e civil – Outras questão importante, é a construção naval. Nós temos as encomendas das fragatas, e essa é mais uma oportunidade para usar a mão de obra local. Também reforçar e aprimorar o setor pesqueiro que é importante para a nossa cidade e emprega muita gente. São mais de cinco mil pessoas que estão empregadas hoje nesse setor.

Por fim, a construção civil que é muito importante, o crescimento e fomento dela a curto prazo.

Abertura de empresas – Itajaí é considerada a cidade mais burocrática do Estado para se abrir um novo negócio. Itajaí tem crescido economicamente sim, mas pode crescer muito mais. A demora para abertura de uma empresa, dura 60 dias em média, enquanto cidades vizinhas, 10 a 15 dias. Muitas empresas utilizam nosso porto, mas se instalam em cidades próximas, e deixam seus impostos e empregos por causa da burocracia. Queremos adotar o mesmo modelo que Florianópolis, que em 4h, você consegue abrir uma empresa e gerar um novo negócio na cidade.

Com o passar dos anos, Itajaí se tornou uma referência turística, com por exemplo, pelas regatas, festas típicas e é claro, pelas praias. Quais são seus projetos para fortalecer esse setor?

Nós somos privilegiados, cidade abençoada por Deus, com muitas praias e natureza. Precisamos fortalecer. Dar sequência aos bons projetos, e fomenta o turismo ecológico. Temos locais maravilhosos, como o Canto do Morcego, que encontra-se fechado há muitos anos, por licitação turísticas. Precisamos reabrir através de parceria público-privada.

Ações sociais –
Gostaria também de falar sobre o Edson Lapa, nosso candidato a vice-prefeito, que faz um projeto social muito bonito, foram inúmeros jovens recuperados através do trabalho dele, e vamos implementar isso em nosso governo. Precisamos trabalhar pela ressocialização e volta dessas pessoas que enfrentam dependência química, para suas famílias.