De acordo com informações do Ministério da Defesa russo, as Forças Armadas do país abriram corredores humanitários na Ucrânia para a retirada segura de civis a partir das 10h no horário de Moscou (4h no Brasil) nesta quarta-feira (9).
As Forças Armadas declararam um “regime de silêncio”. O ministério russo confirmou que os corredores humanitários foram abertos nas cidades de Kiev, Chernihiv, Sumy, Kharkiv e Mariupol.
Um homem caminha entre casas destruídas durante ataques na cidade central ucraniana de Bila Tserkva – Foto: Aris Messinis/AFP/NDO presidente ucraniano Volodymyr Zelensky agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pelas sanções que foram tomadas contra a Rússia nesta terça (8). De acordo com Zelensky, as medidas “enfraquecerão significativamente os russos”.
SeguirNovas sanções
As novas medidas tomadas pelos Estados Unidos incluem a proibição de importações de petróleo, gás e carvão da Rússia. Os cidadãos também não podem investir no setor de combustível e de energia da Rússia.
“A proibição das importações de petróleo para os Estados Unidos enfraquecerá o Estado terrorista economicamente, politicamente e ideologicamente, porque se trata de liberdade, sobre o futuro, sobre para onde o mundo se moverá”, disse Zelensky.
De acordo com líderes ucranianos, as forças russas estão se posicionando em torno de grandes cidades e lançando bombas em alguns casos.
O presidente Vladimir Putin ordenou a invasão da Ucrânia alegando que quer proteger os russos de regiões separatistas do Leste. Ele exige a desmilitarização da Ucrânia, um status neutro para o país e também a garantia que não fará parte da Otan.
Civis mortos
O último balanço das Nações Unidas registrou 406 civis mortos na invasão, embora o número seja muito menor que o real.
Segundo estimativa do Pentágono, “2.000 a 4.000 soldados russos” foram mortos desde o começo da ofensiva, em 24 de fevereiro. De acordo com as autoridades de inteligência dos Estados Unidos, essa é uma estimativa aproximada que foi extraída de várias fontes.
Refugiados
Nas últimas 24 horas, mais de 140 mil refugiados se somaram aos mais de dois milhões de exilados que fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro, segundo os últimos números publicados pela ONU.
O Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) contabiliza 2.155.271 refugiados que fugiram da guerra da Ucrânia, segundo os dados publicados nesta quarta (9), às 11h (8h de Brasília). São 143.959 refugiados adicionais na comparação com terça (8).
A marca dos dois milhões foi superada na véspera, somente 12 dias depois do início do conflito, disse Filippo Grandi, alto comissário para os refugiados, o que representa o fluxo de exilados mais rápido no continente europeu desde a Segunda Guerra Mundial.
As autoridades na zona de guerra e a ONU asseguram que este fluxo vai aumentar ainda mais. Várias tentativas de abrir corredores humanitários fracassaram desde o início da guerra.
Segundo a ONU, até quatro milhões de pessoas poderão abandonar o país por causa do conflito.
Antes do começo do conflito, a Ucrânia tinha mais de 37 milhões de habitantes nos territórios controlados por Kiev, o que não inclui a península da Crimeia – anexada pela Rússia em 2014 – nem as duas zonas que estão nas mãos dos separatistas pró-russos no leste do país.
Embargo a exportações tecnológicas
Em mais um conjunto de sanções pela ofensiva militar de Moscou à Ucrânia, o Reino Unido anunciou, nesta quarta (9), o embargo a exportações de tecnologias e bens ligados à aviação e exploração espacial para a Rússia.
O país definiu ainda novos poderes para apreender aeronaves russas em território britânico e ficou como “ofensa criminal” o sobrevoo do espaço aéreo com aviões russos.
“Continuaremos a apoiar a Ucrânia diplomática, econômica e defensivamente diante da invasão ilegal de Vladimir Putin e trabalharemos para isolar a Rússia no cenário internacional”, afirmou a secretária das Relações Exteriores do Reino Unido, Liz Truss, ao anunciar as medidas.