Sabatina Voto+: Candidato ao governo de SC Jorginho Mello é o entrevistado nesta quarta

Conexão ND Especial recebe candidatos ao governo do Estado para sabatina

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

O Conexão ND Especial recebe os candidatos ao governo de Santa Catarina para uma sabatina, entre os dias 5 e 14 de setembro, na Record News. Nesta quarta-feira (14), os jornalistas do Grupo ND, Moacir Pereira e Márcia Dutra, recebem Jorginho Mello (PL).

Com duração de 30 minutos, as entrevistas serão exibidas no horário do programa Conexão ND, às 22h30, e depois disponibilizadas em todas as plataformas do Grupo ND. As sabatinas são apresentadas por Moacir Pereira com a participação de jornalistas convidados.

Candidato ao governo de SC Jorginho Mello é o entrevistado do Conexão ND Especial – Foto: Reprodução/NDTVCandidato ao governo de SC Jorginho Mello é o entrevistado do Conexão ND Especial – Foto: Reprodução/NDTV

Moacir Pereira: O que os eleitores estão pleiteando mais que seja realizado pelo governo do Estado?

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Jorginho Mello: Muitas coisas, Moacir. Saúde é uma reclamação diária. Não tem município que a gente vá que não tenha um pedido de antecipação de consulta, de uma cirurgia eletiva. Nós estamos num caos sob saúde pública em Santa Catarina. As pessoas esperando mais de dois anos. O governador atual diz que está tudo as mil maravilhas. Eu não encontro isso em lugar nenhum. Eu tenho o privilégio de conhecer os 295 municípios de Santa Catarina. Na campanha tenho feito reuniões regionais, para ganhar tempo. Tem muitos debates, associações comerciais, CDL, enfim, todas as forças vivas da sociedade que querem falar com o candidato. Então, infraestrutura. As estradas, a Fiesc fez um grande trabalho sobre as 22 rodovias que estão em boca de rua em Santa Catarina. O buraco do acostamento esperando vez para entrar. Dificuldade de toda ordem, de toda ordem. Então, precisamos de muita atenção para chegar fazendo no governo.

Márcia Dutra: A gente está vivendo um problema sério de evasão escolar, que foi bastante complicado. O quadro ficou, naturalmente, piorado pela situação da pandemia. Se o senhor for eleito governador de Santa Catarina, o que o senhor pretende fazer para diminuir a evasão escolar? E o que o senhor tem de projetos na área da educação?

Jorginho Mello: Manter os alunos na escola é fundamental, não dá para a gente permitir que aumente a evasão. Isso é pacífico. Manter todos os incentivos que existem. E o que eu vou fazer, inovação, o que eu vou renovar em Santa Catarina é ensino técnico-profissionalizante. Vou fazer uma parceria com o Sistema S. Sempre ajudei eles, a vida toda, agora chegou a hora de eles me ajudarem. Sesc, Senai, Fiesc, CNI, CNC, vou fazer um convênio, uma parceria, o Sistema S, a Acafe e o governo do Estado. Aluno faz o seu segundo grau e, paralelamente, no contraturno, utilizando as escolas, as universidades, salas que estão sobrando na universidade, fazendo curso técnico-profissionalizante, conforme demanda regional, para  que o jovem comece a trabalhar mais cedo, coloque um dinheirinho no bolso para ajudar sua família, depois ele fazer a faculdade gratuita que eu vou fazer. Eu vou fazer com que todas as universidades do Sistema Acafe ofereçam vagas gratuitas para o catarinense. O Estado, hoje, já paga grande parte, então nós vamos pagar 100%. Eu vou dar oportunidade de o aluno fazer a faculdade do sonho dele, não aquela que o pai pode pagar, que a mãe pode pagar, o padrinho, o vô, para poder fazer a faculdade dele, porque hoje um catarinense passa em medicina, na grande maioria, é um desespero, porque o pai e a mãe tem que chegar e dizer “filho, isso não é para o teu bico, faz outra faculdade com um custo menor”. Ele vai poder fazer engenharia, medicina, o que ele quiser. Vamos fazer uma virada de chave em Santa Catarina. Então, ensino técnico-profissionalizante com demandas regionais para agregar valor, para que o empresário de Santa Catarina não precise ir lá fora buscar mão de obra qualificada. Sobra vagas, você quer ver em tecnologia, sobra vaga e não tem gente preparada. Então tem que buscar em São Paulo, outros centros. Então nós vamos dar esse retorno que vai mudar a história de Santa Catarina.

Moacir Pereira: O problema maior, candidato, é a saúde, como o senhor afirma, tem alguma proposta concreta para reduzir as filas de cirurgias eletivas no Estado?

Jorginho Mello: Eu vou fazer um mutirão. Vou chamar todos os hospitais filantrópicos, as direções deles, e os hospitais públicos. Hoje nós temos 152 filantrópicos e 21 públicos. Eu vou fazer um grande mutirão para com que os médicos possam atender os hospitais filantrópicos no sábado, no domingo, no feriado, à noite, pagando mais do que o SUS paga. Um exemplo, o SUS paga R$ 500 uma cirurgia de catarata, por exemplo, vamos pagar R$ 1 mil para o médico e o hospital poderem fazer e limpar essa fila, senão é chover no molhado. Temos que aliviar a dor dessas pessoas, que estão há três anos com dor, o joelho rompido, esperando uma prótese, pedra no rim. Nós temos que cuidar das pessoas. Isso não combina com Santa Catarina, a gente não pode estar nesse desespero com hospitais chovendo dentro, não tem UTI, criança morre esperando vez, fora umas barbeiragens do governador que usa o avião para assinar ficha do partido Republicano em Brasília. Mas enfim, nós temos que tratar a saúde como uma prioridade, para aliviar essa dor do catarinense. E depois, os hospitais filantrópicos fazem essas eletivas, e eu vou eleger, em cada região, um hospital referência. Não vou construir hospital nenhum, eu vou usar o que tem, recuperar e melhorar, dotar de equipamentos, serviço, credenciamento para acabar a ambulancioterapia que faz anos que todo mundo fala e ninguém acabou. O município esquentou o motor da ambulância, ele chegou no centro. Aí ali tem cirurgia de alta e média complexidade. Ali tem solução, tem que ter leito, tem que ter equipamento. Nós vamos investir nesses hospitais. Para que acabem essas andanças como tinha lá em Tubarão. Pessoal de radioterapia ia para Criciúma ou vinha para Floripa. Agora, com a interferência da Márcia, até quero fazer um agradecimento, ela foi muito contundente na cobrança para os políticos se mexessem, uma coisa parada, pronta, arrumada e lá sem funcionar. Então, isso é resolver, é levar a saúde mais perto das pessoas que é o meu plano de governo.

Márcia Dutra: Agora, candidato, o senhor disse há pouco que quando o Moacir perguntou, que o senhor que está andando pelo estado, o que o senhor está ouvindo, o que os eleitores estão pedindo, o senhor elencou saúde, falou de infraestrutura. E aí o senhor há pouco também disse que essa situação da saúde em Santa Catarina não combina com Santa Catarina. E o que não combina com Santa Catarina também é a situação das nossas rodovias federais. Aí o senhor vai me desculpar, mas eu vou ter que entrar na política nacional, vou  ter que entrar nesse cenário nacional. Por que o senhor é aliadíssimo do atual presidente da República, candidato à reeleição.

Jorginho Mello: Sou cabo eleitoral dele.

Márcia Dutra: Então, e as nossas estradas não combinam com Santa Catarina e não há investimento federal em Santa Catarina. O governo do Estado teve que dar dinheiro do governo do Estado para tentar melhorar de Santa Catarina e eu queria saber do senhor, já vou aproveitar, mas eu vou fazer duas perguntas, de carona já. A questão das rodovias, né? Por que o descaso com as rodovias de Santa Catarina não combina com Santa Catarina. As rodovias, principalmente, no nosso Oeste do Estado, no Oeste tão rico com aquelas rodovias cheias de buracos? E o que o governo federal fez de importante para Santa Catarina? Quais são as obras que o senhor tem orgulho de dizer assim, caramba, essa foi uma obra bem feita do governo federal, do presidente Jair Bolsonaro nesse mandato do presidente Jair Bolsonaro. Duas perguntas na mesma, por gentileza

Jorginho Mello: Márcia, a nossa bancada, quando eu falo da bancada, são todos os 16 deputados e os três senadores. A gente trabalhou muito sempre para aumentar o volume de recurso para vim para Santa Catarina e aumentou. No último ano ainda tivemos mais recursos do que a Bahia, e o recurso apertou por causa do teto de gasto e tal. Nós fizemos um trabalho solitário, porque o governador nunca foi a Brasília se reunir com o Fórum para impedir verba para as nossas estradas de Santa Catarina. O que ele fez é quis fazer uma gracinha, dizer que está sobrando muito dinheiro em Santa Catarina e colocou na 470 e só queria colocar em dois lotes. Daí colocou no três e no quatro também. Né? O que alterou lá? Não alterou nada. Porque o problema ali não era dinheiro. Era solo. Então tem 40 quilômetros prontos que foram o governo Bolsonaro que fez. A presidente Dilma esteve em Blumenau, me lembro, há tempos passados. Bateu no peito e disse que a 470 era dela. Ela foi para o inferno e não fez um metro. Quem fez foi o presidente Bolsonaro. Não tem nenhuma obra parada. A 282, de Ponte Serrada para cima, não está uma beleza, mas está transitável. Já estão todas elas no plano de concessão nacional. Com a duplicação da 282 que vai ser pedagiada, daí a 470, que é uma outra estrada importante. A 163, lá em cima, nós estamos fazendo com concreto. Começou a recuperação já tem oito quilômetros prontos com concreto, né? Então a 285 faltam 1.500 metros para fazer, estamos esperando os gaúchos fazer os sete quilômetros para conseguir fazer o nosso, porque senão não chega a lugar nenhum fazemos, só está na divisa. Enfim, então todas as estradas, a 280 furando túneis lá em cima, em Jaraguá. Enfim, todas elas estão andando. Não anda com a velocidade que a gente gostaria, porque a gente cobra muito, a gente bate muito e cobra do ministério e cobra de quem tiver que cobrar. Né? Faltou, eu vou estar com a bancada na hora das emendas, que eu sei quando faz as emendas no orçamento, falar com o relator, e a LDO. Para que a gente tenha dinheiro e, conseguindo diminuir essa diferença, que isso é histórico de Santa Catarina, que manda mais e recebe menos, para tentar reduzir isso, mas não é com briga com o presidente, não é se afastando do presidente que a gente vai resolver isso. A gente tem que ser parceiro, primeiro da bancada que representa Santa Catarina, do partido e depois ao lado do presidente. O que o presidente Bolsonaro fez? O presidente Bolsonaro, nós conseguimos trazer R$ 843 milhões para Santa Catarina para infraestrutura. Isso é fato. Isso ninguém nega. Né? Posso detalhar para vocês obras importantes que foram feitas. Reinauguração de conjuntos habitacionais que estavam paralisados em Jaraguá do Sul. Eu estive lá com Rogério Marinho, com o prefeito na época, o Antídio. Tem diversas obras que foram entregues em Santa Catarina. A limpeza que fez nos pescador carteira fria que a gente pagava, o povo de Santa Catarina pagava imensidão de carteira que não conhecia o Minhoca, não conhecia o Pesca, tinha o Carteiro de Defesa, o Pescador para meter a mão no dinheiro dos catarinenses e dos brasileiros. Enfim, então dinheiro especificamente veio  R$ 843 milhões, eu considero uma soma importante. Nós merecemos muito mais do que isso, Márcia. Mas eu vou, eu vou cobrar, eu vou ser um governador que lidera. Eu não vou ser um governador que vou me enclausurar na casa da Agronômica para fazer cerveja artesanal, para tocar uma viola. Eu vou trabalhar desde o dia primeiro. Desde o dia primeiro eu vou para luta. Porque esse é Estado que eu amo e é o compromisso que eu estou assumindo.

Moacir Pereira: Na sua avaliação, nesses quase quatro anos, qual foi a grande obra governo Bolsonaro aqui em Santa Catarina?

Jorginho Mello: Moacir, grande obra é isso que eu disse. Ele nos ajudou a tocar todas as BRs que nós temos que terminar. São obras importantes para Santa Catarina. Fundamentais. Eu posso te dizer que todas as vezes que a gente foi ao presidente a gente foi atendido. Quando eu fiz o Pronamp, que só aqui em Santa Catarina, salvou 750 mil empregos. 75 mil empresas não faliram, foi com a sanção dele. Quando eu fui explicar para ele a grandeza do Pronamp, ele foi pronto a dizer: vamos fazer. Então, com a atitude dele nós salvamos aqui 750 mil empregos, isso é um grande êxito.

Márcia Dutra: Mas eu ainda vou insistir na questão das rodovias. O senhor fala que poderia ter vindo mais, o senhor mesmo acabou de dizer, falou o volume que veio, mas isso ainda é pouco para o tamanho de Santa Catarina. E a questão das rodovias, o senhor disse ali, poderia ter conseguido mais, não conseguiu porque o governador brigou com o presidente, mas o povo de Santa Catarina elegeu o presidente. Então, ele precisa que a gente esteja só lá cobrando, cobrando, cobrando, cobrando e qual foi o gesto que ele fez para com Santa Catarina?

Jorginho Mello: Não é lá cobrando, a gente sabe como que funciona a politicamente, o presidente tem que cuidar do Brasil inteiro, então, ele tem que ajudar a bancada, se somar a bancada que nós temos um exemplo de fórum que sempre funcionou, rodízio, um ano cada um, eu já fui coordenador, agora é o Darci de Matos. Enfim, isso sempre funcionou, isso sempre, sempre deu força política para nós. O governador tem que estar consciente que isso é importante para o Estado. Ele não pode ser solitário aqui, o fórum lá, enfim. É isso que ajuda. A união que ajuda.

Moacir Pereira: Senador, a estrutura administrativa de Santa Catarina está boa? Está positiva? Está de acordo? Precisa mudar alguma coisa? O que mudaria se fosse eleito?

Jorginho Mello: Ah, eu vou fazer. Claro que eu vou fazer algumas mudanças. Não tenha dúvida. Enxugamento da máquina. Por exemplo, eu preciso ter uma estrutura que cuide de portes e aeroportos que hoje estão jogados. Hoje estão dentro da mobilidade, dentro da infraestrutura, nós temos 24 aeroportos e cinco portos. Para passar veneno lá em São Francisco são R$ 2 milhões, para passar veneno em Imbituba são R$ 200 mil. Alguma coisa está errada. É veneno para barata, rato. Então, eu quero colocar alguém que cuide dos aeroportos porque tem dinheiro em Brasília. Eu arrumei R$ 16 milhões lá para Joaçaba, para reformar o aeroporto de Joaçaba. Iluminação, alargamento da pista, extensão da pista, enfim, para buscar órgãos lá do Hospital Santa Terezinha, que já perdemos órgãos por não descer avião. Então, tem 24, recuperar e alargar um pouquinho, melhorar, sinalizar, para quê? Para trazer turista, para avião até 42 chegar em Criciúma, em Joinville, chegar em Joaçaba, chegar em Videira, Caçador, mobilidade. Então, eu vou colocar alguém, não é uma secretaria, eu vou colocar um secretário executivo para cuidar de portas e aeroportos.

Jorginho Mello promete acabar com a Secretaria de Segurança Pública – Foto: Reprodução/NDTVJorginho Mello promete acabar com a Secretaria de Segurança Pública – Foto: Reprodução/NDTV

Márcia Dutra: Que mais? Alguma outra mudança muito significativa?

Jorginho Mello: Vou acabar com a Secretaria de Segurança, não terá mais, vou despachar direta com o comandante da geral da polícia, o comandante do Corpo de Bombeiros, o diretor-geral da polícia e do IGP e dos agentes prisionais. Porque esse rodízio não funcionou. Aí um ano fica um, ele faz uma coisa meio morna para categoria dele, o outro ano e cachorro que quatro, cinco ficam para tratar, morrem de fome. Então, eles vão despachar diretamente comigo. Todos os comandantes das forças de segurança.

Márcia Dutra: Senador, de novo eu tenho que entrar no cenário nacional porque a relação do presidente com as mulheres é uma relação bem complicada. Agora mesmo, na semana da Pátria, aquele discurso com aquele couro do imbrochável, com todo respeito. Não me desceu até agora. Eu me senti desrespeitada como mulher, como mãe de família, eu achei assim, um deboche. O que o presidente da República fez naquele momento tão importante para nação, ele puxar um couro, ele entrar num coro de imbrochável. Já disseram que ele, na verdade, foi induzido porque o apresentador chamou, mas falou mais de cinco, seis vezes, podia ter falado menos. Eu queria a sua opinião para esse discurso dele, queria a sua opinião para relação dele com as mulheres e o que o senhor pensa em fazer para as mulheres, especificamente em Santa Catarina, caso seja governador do nosso Estado.

Jorginho Mello: Vou fazer, a minha vice-governadora é uma delegada de polícia. Nós vamos cuidar da mulher com mais justiça. Porque a mulher não precisa de proteção, ela precisa de justiça, de correção, de coisa republicana. Então, a doutora Marilisa, que é professora, advogada, foi delegada regional, vai vir para o governo como vice-governadora para ser uma vice atuante, na proteção da mulher, em programa de mulher, em delegacias de mulher, diminuir a violência familiar que hoje acontece muito em muitos lares do Brasil, em Santa Catarina também aumentou muito nos últimos tempos. Não sei se foi por causa da Covid, desespero, preocupação, ansiedade.

Márcia Dutra: Um dos maiores números de feminicídio do Brasil.

Jorginho Mello: Exatamente. Então, nós precisamos atacar isso. Ela vai cuidar disso com propriedade. Porque ela conhece disso. Ela é de Joinville, é do Norte. Enfim, então nós vamos fazer de tudo para que a gente diminua esses índices não combinam com nós. Outra coisa, nós vamos criar programas dentro da área da saúde. É uma carreta que vai visitar municípios com mamografia, papanicolau, uma série de exames para antecipar e proteger a mulher do maldito câncer. Evitar, sair na frente. Então é um prestígio às mulheres. Quero convocar, convidar, se for 50, 60%, não importa, para que façam parte do governo. Se for se for 50, 60%, não tem problema. Para demonstrar efetivamente o respeito que você tem pelas mulheres. Eu sempre respeitei muito as mulheres, acho que nós todos estamos no mundo por causa de uma mulher, senão então, desconsidero. Eu sempre brinco, né? Mulher enxerga do outro lado do muro sem ter que pular o muro. O homem tem que pedir a escada, pedir ajuda para três, quatro para cair do outro lado. E mulher não. É pelo dom divino, de ser mãe, de enxergar diferente, né? Então o presidente Bolsonaro foi o presidente que mais sancionou leis em benefício às mulheres. É isso que eu não entendo. Isso você pode investigar, pode ir atrás para levantar. Ele foi um dos presidentes que mais sancionou leis em favorecimento, em acolhimento, em proteção da mulher.

Márcia Dutra: Por exemplo?

Jorginho Mello: Ah, eu não posso te dizer agora, Márcia, mas é óbvio e é evidente que você, como uma repórter bem informada, uma jornalista, se pode ver. Mas eu tenho, eu tenho essa informação de que o presidente Bolsonaro, o que mais sancionou leis em

Márcia Dutra: Desculpa, só mais para fechar a resposta com relação ao imbrochável, o senhor não me deu. Qual é a sua opinião sobre aquele couro, aquele momento e para essa situação e que a gente acabou vivendo?

Jorginho Mello: Eu acho que foi um momento emocionante, eu tive aqui na Beira-Mar, e discursei para quase cem mil pessoas e isso nunca aconteceu na minha vida, né? E como foi lá em Brasília, um mar de gente, que foram dizer que são brasileiros, que estão firmes, fortes, juntos, que querem que o Brasil fique livre, democracia, liberdade que ninguém nos tire isso, enfim, foram dar uma demonstração. O presidente é um homem muito, como é que eu posso te dizer, é um homem muito diferenciado, ele tem uma saída que são muito próprias dele, e cada um, eu tenho algumas saída política, às vezes, eu digo “oh, não bota a mão no baleiro” , isso é não roubar dinheiro público, “oh, tá bonito e me devendo”, enfim, eu, brincadeiras que a gente faz que muitas vezes não fecha. Mas eu acho que foi um momento histórico do Brasil.

Moacir Pereira: Mas as esquerdas estão judicializando essa manifestação, dizendo que o presidente Bolsonaro sequestrou a bandeira do Brasil e as comemorações.

Jorginho Mello: Isso é uma bobagem. O Brasil é nosso. Ninguém sequestra. O presidente Bolsonaro, pela primeira vez, no Brasil, ele devolveu a brasilidade. Hoje tem uma bandeira numa casa você diz assim “oh, ali tem um brasileiro”. Hoje se canta o hino nacional se tira o boné da cabeça. Há pouco tempo cantava sentado em cima de um capô de carro, hoje tira o chapéu da cabeça, fica em posição de respeito e isso foi uma valorização. Ser brasileiro, gostar da pátria, do costume, de valores, da família, qual é o lugar mais tranquilo que você pode ter, Moacir? Quando dá tudo errado é no colo da tua mãe, da tua mulher, do teu filho, da tua filha que você deita.

Moacir Pereira: Senador, o que o senhor tem para oferecer, por exemplo, a política para oferecer atividades, escola, divertimento para os jovens, maioria no eleitorado em Santa Catarina, se o senhor for eleito governador?

Jorginho Mello: Ah, eu vou.

Moacir Pereira: E evitar que eles vão para as drogas?

Jorginho Mello: Isso é que é o importante. É. Nós vamos fazer com que as escola. Eu vou utilizar as 960 escolas, que era mil e pouco, agora está em 960, tenha esse curso profissionalizante, para empregar ele, ele estuda, faz o curso normal, do segundo grau e paralelamente. Então, nós estamos ocupando ele. Vamos fazer integrações, a Fesporte, fazer campeonatos regionais que hoje não se fazem. Compra um materialzinho e manda lá para os caras, para alguns. É, compra coisas desnecessária ou fazer um calendário esportivo em Santa Catarina para fomentar acontecimentos que acontecem todo ano no Estado. Vamos dotar cada município, reformar um campo de futebol, iluminar, trocar o alambrado, fazer um vestiário, fazer um barzinho que a sociedade ali, a associação daquele lugar possa explorar, para juntar as família, para ir tomar chimarrão no Oeste, enfim, nós precisamos integrar, fazer com que a grande família se anime e goste de estar participando, de vibrando. E cultura, por exemplo, nós temos calendário, nós temos que divulgar Santa Catarina, nós já fomos o melhor endereço turístico por 20 vezes. Isso foi esquecido. A nossa orquestra, por que não pode se apresentar? Por que o Estado não pode se apresentar, espalhar essa cultura em todo o Estado. Em cada região tem coisa boa. Moacir. Nós temos que fazer um calendário, fomentar, divulgar para Santa Catarina, para fora de Santa Catarina, para trazer turista.

Márcia Dutra: Pergunta polêmica: urna eletrônica, o senhor acredita? O senhor não acredita? Porque o presidente da República já disse várias vezes que não acredita na nossa votação eletrônica. Santa Catarina, tem o TRE de Santa Catarina que é modelo no Brasil, exemplar, aliás o primeiro tribunal regional eleitoral que fez eletrônico em Brusque. Sua opinião, o senhor é a favor ou contra e o senhor, que foi eleito pelas urnas eletrônicas, confia agora nesse processo eleitoral?

Moacir Pereira: Acho que o grave da urna eletrônica não é a urna, na minha opinião queria ouvir a sua também, complementando o que a Márcia falou, é a decisão do Barroso, ministro Barroso, de centralizar a apuração em Brasília, isso que é uma coisa que deixa muita dúvida.

Jorginho Mello: Eu já tive uma eleição em 94 que era com papel. Ninguém foi confundido isso. O presidente nunca defendeu que tinha que voltar para o papel. Isso foi uma invenção. Foi uma maldade de alguém. O que se faz hoje? Já tem no mercado urnas que tenham acoplado um recipiente acrílico, transparente, que você digita o número do candidato, aparece ali o candidato que você está votando, você confirma, ele corta, que nem um ticket de estacionamento, e cai naqueles recipiente para você conferir depois. Então, nunca foi falado em voltar para o papel.

Moacir Pereira: O Paraguai está usando essa urna?

Jorginho Mello: É. Exatamente. Então isso é bobagem. Fui eleito uma vez por papel e as outras vezes tudo por eletrônico. E evidentemente que reclama é sempre quem perde. Né? Então, a gente ouviu falar muitas vezes de gente que tinha familiares que votavam em tal lugar e não e sem necessidade de inventar. Então, é o sistema que funciona. Eu sempre pergunto por que nos Estados Unidos não é assim? Alemanha não é assim? Então a gente sempre fica com uma pulga atrás da orelha. Os tribunais regionais apuravam e divulgavam. Agora não, agora eles têm que apurar e mandar para centralizar em Brasília. Por que isso? Por que esconder? Fazer uma caixa preta? Deixa que cada Estado divulgue o resultado do seu Estado e, consequentemente, claro, informa Brasília. Mas por que não liberar? Então isso gera uma expectativa, um receio, sem necessidade, se é tão transparente. Dizem alguns… Por que a gente sabe que hacker que entra em sistema existe no mundo inteiro. Os maiores sistemas não existem nada feito pelo ser humano que não possa ser violado. Então, diz que na transmissão pode ter algum tipo de complicação. Eu não posso afirmar isso, Márcia. Há uma dúvida de muitos brasileiros sobre isso.

Jorginho Mello explicou como melhorar a educação no Estado – Foto: Reprodução/NDTVJorginho Mello explicou como melhorar a educação no Estado – Foto: Reprodução/NDTV

Moacir Pereira: Vamos começar o bate-bola, senador Jorge Mello, sim ou não? Contra ou a favor? Vamos começar com uma coisa questão grave que agora, inclusive, essa semana foi notícia em todas as redes de televisão e nos jornais. Saidinha das prisões.

Jorginho Mello: Sou contrário, isso é um absurdo. Quem for preso vai ter que ficar na cana e trabalhar ainda.

Márcia Dutra: Redução da maioridade penal.

Jorginho Mello: Sou a favor. Se você pode votar, como é que não pode ser responsabilizado?

Moacir Pereira: Foro privilegiado.

Jorginho Mello: Sou a favor de acabar. Acabar com ele. Acabar com eles. Não precisa, quem faz coisa certa não precisa de produção nenhuma.

Márcia Dutra: Prisão em segunda instância.

Jorginho Mello: Sou a favor. Muitos políticos estariam presos. Se tivesse de segunda instância. Sempre votei a favor.

Moacir Pereira: Fim da reeleição ou unificação da eleição.

Jorginho Mello: Sou a favor de acabar com a reeleição em mandato de cinco anos. Aí funciona. Com coincidência das eleições.

Márcia Dutra: Ia perguntar agora. Calendário eleitoral, o senhor mudaria, faria as duas eleições no mesmo ano para prefeito e para governo?

Jorginho Mello: Faria. Ah, porque é muito complicado. É duas funções a mais, prefeito e vereador. Hoje com uma colinha você não tem quem não saiba.

Moacir Pereira: Os políticos do Nordeste nós vamos deixar. Concorda?

Jorginho Mello:  É, os políticos do Nordeste sempre tiveram um protecionismo muito grande em favor deles, pessoalmente, primeiro, né?

Moacir Pereira: Privatização das estatais?

Jorginho Mello: Eu não vou privatizar nem a Celesc nem a Casan, mas fazer funcionar melhor.

Márcia Dutra: A estabilidade do servidor público.

Jorginho Mello: O servidor público, a grande maioria, é qualificado. Mas a gente precisa também acoplar isso à meritocracia. Para promover, para incentivar, para que melhore o atendimento com o compromisso que tem com o contrato público.

Moacir Pereira: Redução do número de partidos no Brasil.

Jorginho Mello: Concordo. Uma vergonha, tem 33 partidos, partido de aluguel, partido vendendo tempo de televisão, 30 segundos, fazendo charme, fazendo confusão. Está acabando e vai reduzir.

Márcia Dutra: Ponto facultativo.

Jorginho Mello: Sou contra, porque prejudica o comércio. Os feriados tinham que ser jogados todos para segunda-feira, fora algumas exceções excepcionais. Quebra a semana, quebra a rotina. Então a gente vê muito isso, comerciantes que reclamam, quebrou a semana, diminuiu a minha venda, então, eu sou contra.

Moacir Pereira: Fundo eleitoral.

Jorginho Mello: É um dinheiro que não deveria ser usado em política, hoje tem fundo partidário e fundo eleitoral. Eu sempre votei contra o fundo eleitoral, porque já existe o fundo partidário, tanto é que eu tenho usado nas minhas campanhas o fundo partidário. Para que criar mais R$ 4,9 bilhões? Essa foi a minha contrariedade. Votei, sou contra, não uso o fundo eleitoral.

Moacir Pereira: O senhor está usando?

Jorginho Mello: Nunca usei, uso o fundo partidário. Não o fundo eleitoral. Que são duas coisas distintas. Já existe o partidário, porque criar mais o eleitoral. Eu sou da tese de que precisa devolver para sociedade. Abra uma conta, Márcia. Abra uma conta. E quem quiser depositar dinheiro para te ajudar, deposita. Faz que nem nos Estados Unidos. Faz a iniciativa privada. Ah, mas daí vai fazer cambalacho. Fiscaliza. Impõe o rigor da lei. Será que a gente tem que desconfiar sempre das pessoas? Eu sou, eu sou da boa fé, eu confio nas pessoas. Se alguém faz alguma coisa errada, tem que punir exemplarmente.

Márcia Dutra: Para fechar: carga tributária, algum imposto que o senhor diminuiria ou acabaria com ele em Santa Catarina, caso eleito?

Jorginho Mello: Eu sou da tese de que se diminuir a carga tributária arrecada mais. Você inclui mais pessoas, você chama mais contribuintes, ninguém gosta de ficar embaixo da mesa, todo brasileiro gosta de bater no peito e dizer que tá em dia com o fisco, não temer o fisco, então eu sou dessa política, não vou aumentar tributo nenhum, o que puder eu vou reduzir.

Moacir Pereira: O senhor abriria o debate político sobre a questão dos duodécimos, que é muito polêmica também aqui no Estado? Já foi levantada várias vezes, ou não?

Jorginho Mello: Isso é lei, isso tem que cumprir, né Moacir? Ninguém pode chegar atropelando. Cada poder tem um duodécimo combinado, acordado e está funcionando bem. Não vamos fazer complicações.

Moacir Pereira: Não, mas está sobrando dinheiro nos poderes legislativos.

Jorginho Mello: Aí a gente tem que sentar e fazer uma aplicação. Somar esses recursos, viabilizar que ninguém vai ficar com dinheiro a juro. Dinheiro aplicado. O dinheiro tem que voltar para sociedade. Se é da sociedade, tem que voltar. Então, eu não tenho dúvida que eh o meu relacionamento que tenho com a Assembleia Legislativa, com o Tribunal de Justiça, com o Tribunal de Contas, nós vamos ter uma política de vizinhança agradável e respeitável, né?

Moacir Pereira: Suplente de senador, o senhor extinguiria se fosse possível em Brasília?

Jorginho Mello: Não, acho que o primeiro suplente não. Tanto é que a dona Ivete é minha suplente e eu dei uma oportunidade para uma grande mulher de Joinville. Assumindo o meu lugar, está lá como senadora. Animada, tranquila.

Moacir Pereira: A última para encerrar o bate-bola, depois para sua consideração final. Questão polêmica de manipulação sexual nas escolas das crianças.

Jorginho Mello: Isso é um absurdo, né, parceiro? É você querer que uma criança decida o sexo quando estiver maiorzinho. Isso é o fim do mundo. Isso é coisa de esquerda desequilibrada. Acho que a família tem que ser preservada. Homem, mulher uma coisa tão boa e perfeita como Deus criou, não vamos ficar inventando moda, né Moacir?

Moacir Pereira: 45 segundos pras suas considerações finais ou despedidas.

Jorginho Mello: Quero pedir de forma muito respeitosa ao catarinense uma oportunidade para ser governador. Eu fui deputado federal, foi o segundo melhor do Brasil, fui senador, fui o primeiro do Brasil por duas vezes eleito pelo ranking dos políticos. Uma oportunidade para ser governador, para ser o melhor governador de Santa Catarina. Não, eu não quero ser porque eu quero ser, é para que eu quero ser, é para resolver muitas coisas que ninguém resolveu. Então, ó, pensa em Jesus, pensa em Jair, pensa em Jorginho, pensa em Jorge e vota para nós. Obrigado, 22 na cabeça.