Saiba para qual presídio foi Clésio Salvaro, prefeito de Criciúma preso preventivamente

Clésio Salvaro segue preso após passar por audiência de custódia; prefeito de Criciúma foi detido junto a outras nove pessoas investigadas na Operação Caronte

Foto de Manuela Linemburger

Manuela Linemburger Criciúma

Receba as principais notícias no WhatsApp

O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSD), foi preso preventivamente na manhã de terça-feira (3) durante a segunda fase da Operação Caronte. Além de Salvaro, outras 20 pessoas são investigadas por crimes de organização criminosa, fraudes licitatórias e contratuais, corrupções, crimes contra a ordem econômica e economia popular.

Prefeito Clésio Salvaro foi preso na segunda fase da Operação CaronteClésio Salvaro foi encaminhado ao Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí – Foto: Divulgação/ND

Salvaro passou por uma audiência de custódia durante a tarde de terça e seguiu para o Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, onde segue preso.

Em nota, a defesa do prefeito declarou ter “certeza de que não serão as centenas de páginas escritas pela acusação, pautadas na especulação e no juízo de suspeita, que haverão de mudar a realidade das coisas, ou macular a honorabilidade, a retidão e a conduta republicana de Clésio Salvaro”.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Em decorrência da prisão preventiva, o vice, Ricardo Fabris (MDB), foi empossado como prefeito interino de Criciúma, na tarde de terça-feira, no Paço Municipal Marcos Rovaris.

Clésio Salvaro e Ricardo Fabris foram eleitos em 2016 e reeleitos em 2020Ricardo Fabris assume a Prefeitura de Criciúma – Foto: Divulgação

Relembre a investigação sobre Clésio Salvaro

Além de Clésio Salvaro, outras nove pessoas foram presas na segunda fase da operação. De acordo com a denúncia do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), os envolvidos foram denunciados pelos crimes de organização criminosa, fraudes licitatórias e contratuais, corrupções, crimes contra a ordem econômica e economia popular envolvendo a concessão de serviço funerário na cidade de Criciúma.

Na primeira fase da operação, sete pessoas foram presas. Os envolvidos foram denunciados, no dia 20 de agosto, pelos crimes de organização criminosa, fraudes licitatórias e contratuais, corrupções, crimes contra a ordem econômica e economia popular.

Clésio Salvaro gravou vídeo antes de ser presoPrefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, deixou vídeo gravado antes de ser preso preventivamente – Foto: Divulgação/ND

Em cinco reportagens especiais, o ND Mais detalhou como funcionava o esquema que fraudou licitação pública, com a anuência do poder público, e lesou a população de Criciúma.