Saiba quais serão os próximos julgamentos de Cristiano Zanin após a posse no STF

Cristiano Zanin apresentará votos nos casos do STF em que o ministro Ricardo Lewandowski, antecessor dele não tenha votado

Foto de Gabriela Coelho, do R7

Gabriela Coelho, do R7 Brasília

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O novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Cristiano Zanin, deve participar desta sexta-feira (4) do processo que discute se o ministro André Mendonça poderá votar no julgamento que discute a aplicação do marco temporal na demarcação de terras indígenas no país.

A análise ocorrerá em plenário virtual da Corte. Segundo o regimento interno do tribunal, o Cristiano Zanin apresentará votos nos casos em que o ministro Ricardo Lewandowski, antecessor dele não tenha votado. As informações são do R7.

Advogado Cristiano Zanin tomou posse como novo ministro do STF nesta quinta (3)Advogado Cristiano Zanin tomou posse como novo ministro do STF nesta quinta (3) – Foto: Fellipe Sampaio/ SCO/ STF

Votações de Cristiano Zanin

O próprio ministro Mendonça levantou a possibilidade no plenário virtual da Corte. A questão foi apresentada porque ele afirmou ter assinado documentos presentes no processo enquanto era advogado-geral da União, na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Cristiano Zanin votará ainda, também a partir desta sexta (4), na ação que discute demissão sem justa causa de professor sem prévia instauração de inquérito administrativo; na que questiona as normas que abrandam a responsabilização penal de crimes contra a ordem tributária; e na denúncia sobre o chamado “Quadrilhão do MDB” no Senado.

Em 9 de agosto, o ministro participa do julgamento sobre a constitucionalidade da figura do juiz de garantias. O juiz de garantias é um magistrado que atua apenas na fase de instrução do processo (quando as provas são colhidas), autorizando buscas e quebras de sigilo, por exemplo. Quando o caso é enviado para a fase de julgamento, esse juiz dá lugar a outro magistrado, que julga o mérito da ação.

A análise da constitucionalidade do mecanismo começou em 14 de junho, mas um pedido de vista antecipado do ministro Dias Toffoli adiou o desfecho. Quatro ações questionam o tema no Supremo e são relatadas por Luiz Fux. O R7 apurou que o ministro já está trabalhando no voto desse julgamento e no da descriminalização das drogas, que não tem data para ser retomado. Durante o mês de julho, recesso na Corte, o ministro se debruçou em questões também administrativas.

Em 11 de agosto, o Supremo começa a julgar se mantém a decisão do ministro Alexandre de Moraes que deu 120 dias ao governo federal para apresentar um plano de política nacional para a população em situação de rua no Brasil. A decisão determina ainda que estados e municípios façam a adesão formal ao plano, que deve ter a participação de instituições específicas, como o Conselho Nacional de Direitos Humanos e a Defensoria Pública da União (DPU).

No mesmo dia, os ministros devem analisar denúncia contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. Zambelli sacou uma arma e perseguiu um homem pelos Jardins, bairro nobre de São Paulo. O episódio ocorreu em 29 de outubro de 2022, um dia antes do segundo turno das eleições.

Esses julgamentos ocorrerão no plenário virtual entre 11 e 21 de agosto. Nessa modalidade, não há discussão. Os ministros votam por meio do sistema do STF. Se há um pedido de vista, o julgamento é suspenso. Quando ocorre um pedido de destaque, a decisão é levada ao plenário físico do tribunal e a votação é reiniciada.

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