Uma investigação foi instalada pelo governo de Santa Catarina para apurar se houve vazamento de informações sobre a decisão que determinava a anulação do ato administrativo de concessão da equivalência salarial dos procuradores do Estado, assinado no dia 24 de novembro de 2020 pela então governadora Daniela Reinehr (sem partido). O ajuste na remuneração dos advogados do Estado ao mesmo patamar dos procuradores do Legislativo foi o fato determinado para a abertura do primeiro pedido de impeachment do governador Carlos Moisés (sem partido).

- Principal – Governo de SC investiga se houve vazamento de informações
- Parte 1 – Reajustes elevam teto e geram efeito cascata no funcionalismo
- Parte 2 – Antes de autorizar aumento, Moisés vetou emenda de deputados
- Parte 3 – Reajuste se arrasta há décadas na Justiça catarinense
- Parte 4 – Executivo de SC diz que cumpriu decisão de 2004, não de 2009
- Parte 5 – Daniela derruba aumento na semana de julgamento do impeachment
- Parte 6 – 1ª versão do impeachment foi engavetada, 2ª avança
- Final – Daniela assumiu governo, deputados mudaram voto e Moisés voltou
A portaria 052/2021 foi publicada na edição de quinta-feira (16) do “Diário Oficial do Estado”. Conforme o documento, assinado pelo chefe da Casa Civil, Eron Giordani, a Comissão de Sindicância Investigativa tem por objetivo “a apuração de suposto vazamento de informações, acordadas entre o Gabinete da Chefia do Executivo e a Casa Civil”.
SeguirA comissão tem dez dias para ser instalada. O prazo para conclusão dos trabalhos é de 30 dias após a instalação, podendo ser prorrogado por mais 30 dias. Três servidores públicos efetivos foram designados para constituir a comissão. São eles: Renan Moresco Pirath, técnico em atividades administrativas, lotado na Fesporte; Andréa Regina da Silva, analista técnico administrativo, lotada na Casa Civil; e Daniele Waltrick, administradora, lotada na Casa Civil. Pirath foi designado por Giordani para presidir a sindicância.
Com informações de Lúcio Lambranho e Redação ND+