Saneamento: os desacertos federais em SC

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Os catarinenses que quiserem saber como atuam os órgãos federais ligados ao meio ambiente em Santa Catarina basta lembrar o Porto de Itapoá, hoje o quinto maior em movimentação de contêineres do Brasil. Já foi duplicado desde a inauguração e está em nova fase de expansão.

O grupo Battistela, de Lages, lutou durante 10 anos para obter as licenças ambientais dos órgãos federais e iniciar a construção daquele que é hoje considerado um dos mais modernos e ágeis portos da América Latina.

Agora, a Prefeitura realiza na gestão de Topázio Neto um elogiável programa de desobstrução de pequenos rios e canais, utilizando potentes máquinas e técnicos especializados. Quer proteger milhares de pessoas e casas de novas enchentes.

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Estava executando o projeto de drenagem do canal artificial do rio Tavares, assoreado há 40 anos, e exigindo urgente intervenção para evitar enchentes. Aí, vem o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade – ICMBio – e, de forma autoritária, manda parar tudo, com embargo federal.

Absurdo! ICMBio impede desobstrução de canais na Ilha – Foto: DivulgaçãoAbsurdo! ICMBio impede desobstrução de canais na Ilha – Foto: Divulgação

A execução da obra, segundo a Prefeitura, foi exigência da Defesa Civil e tem proteção de lei federal, dispensando licenças do ICMBio. Mesmo, assim, o município pediu oficialmente a presença do Instituto.

A resposta é considerada um escândalo: “O chefe do órgão disse não poder atender porque os servidores estavam de férias.”

Pior: ninguém dá informação. Só através de e-mail de Brasília. É o fim!

Se o Brasil tivesse um governo sério estavam todos demitidos.