SC tem 10% de abstenção; número cai em comparação ao 1º turno das eleições

Catarinenses que votaram branco ou nulo no 1º turno para o Governo do Estado chegou a 8,72%, já no 2º turno o índice atingiu 6,78%

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Redação ND Florianópolis

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O Estado de Santa Catarina registrou uma abstenção de 10% nas votações para o 2º turno . Em comparação com o resultado do 1º turno, o número de eleitores que não escolheram nenhum candidato, no último domingo (30), caiu.

Votos brancos e nulos por eleitores catarinenses diminuiu em relação ao 1º turno das Eleições – Foto: TSEVotos brancos e nulos por eleitores catarinenses diminuiu em relação ao 1º turno das Eleições – Foto: TSE

No 1º turno, 2% dos catarinenses anularam seus votos e 1,49% votaram em branco para presidente. Já no 2º turno, apenas 1,91% dos eleitores votaram nulos e 1,24% foram em branco.

Assim, os brancos e nulos para presidente no primeiro dia de votação chegaram a 3,43% no Estado, enquanto no último domingo o percentual chegou a 3,15%.

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Já para governador de Santa Catarina, o número de brancos e nulos no 1º turno foi de 4,99% e 3,73%, respectivamente, mas no 2º turno, os votos brancos chegaram a 3,66% e os nulos 3,12%.

Os catarinense que votaram em branco ou nulo no 1º turno para o governo do Estado chegaram a 8,72%, já no último dia de votação o índice chegou a 6,78%.

1º turno já registrou queda nas abstenções

O 1º turno de 2022, no geral, também teve menos eleitores que se absteram se comparado com a última eleição em 2018.  Segundo o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes, esse foi um dado relevante do primeiro turno das eleições: o crescimento de eleitores nas urnas para votar efetivamente.

Já as abstenções mantiveram uma média semelhante a de eleições anteriores, de 20,89%, o equivalente a 31 milhões de eleitores.

De acordo com tribunal, entre os 80% dos eleitores que compareceram às urnas foi registrado um número de 4,20% de votos brancos e nulos. Nas eleições de 2018, o índice foi 8,8%.

“Aproximadamente 7,5 milhões de pessoas compareceram a mais para votar em candidatos, deixando de votar nulo e em branco. Talvez porque é uma eleição acirrada, mais polarizada. Isso pode ter sido um dos motivos concorrentes para que tenham ocorrido filas”, avaliou o ministro do TSE, Alexandre de Moraes.

“É diferente uma pessoa anular o voto, votar em branco do que escolher as cinco opções, leva um tempo a mais. É um dado interessantíssimo, porque representa uma maior participação efetiva na escolha dos dirigentes do país”, explicou.

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