Secretário da Fazenda anuncia ajuste fiscal, mas defende incentivos

Em palestra na Fiesc, Siewert mostrou o rombo herdado de 2,8 bilhões de reais

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Secretário garantiu diálogo sobre revisão dos incentivos – Foto: DivulgaçãoSecretário garantiu diálogo sobre revisão dos incentivos – Foto: Divulgação

O secretário da Fazenda, Cleverson Siewert, fez hoje uma detalhada exposição sobre a situação financeira de Santa Catarina durante a reunião mensal da Diretoria e Conselhos do Sistema Fiesc.

Falou do comportamento da receita nos últimos 10 anos, as duas tendências claras, com média regular, e o aumento diferenciado nos dois últimos anos. Da mesma forma, o impactante crescimento das despesas nos dois últimos anos do governo Moisés.

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Anunciou várias medidas para buscar o equilíbrio financeiro, em face de um rombo de 2,8 bilhões de reais.

Afirmou que os incentivos fiscais são fator de competitividade. “Vamos trabalhar a revisão dos benefícios fiscais, mas não quero que vocês fiquem preocupados. Eu tenho clareza e o governador Jorginho Mello tem clareza de que isso é fator de competitividade. Vocês competem nacionalmente e internacionalmente e para isso nós precisamos ser inteligentes e hábeis para poder manter essa mesma lógica”.

O secretário disse que vai dialogar com o setor produtivo. “Ninguém vai fazer nada de cima para baixo. Ninguém vai fazer nada que mexa e prejudique a competitividade do Estado de Santa Catarina. Vocês são o nosso alicerce e esse é o principal recado”, declarou. O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, ressaltou que o diálogo é uma maneira inteligente de estudar o assunto e de avançar no debate. “A Federação também entende que os incentivos fiscais são um mecanismo para garantir competitividade para empresas e para o estado, o que gera mais movimentação econômica, empregos e impostos para a sociedade. Isso é comprovado pela experiência catarinense, onde uma política adequada de incentivos fomentou o desenvolvimento e a arrecadação”, avalia.No encontro, Siewert também apresentou um panorama das contas públicas e mostrou um histórico das receitas e despesas do Estado nos últimos dez anos. No período, a variação das despesas cresceu mais do que a inflação, informou, ressaltando que, para 2023, a projeção é de um déficit de cerca de R$ 3 bilhões. Além de Cleverson e seu adjunto Augusto Piazza, também estiveram presentes na reunião os secretários da Casa Civil, Estêner Soratto; da Infraestrutura, Ricardo Grando; das relações institucionais, Edgar Usuy; da Ciência e Tecnologia, Marcelo Fett, além do procurador-geral, Márcio Vicari, da presidente do Instituto do Meio Ambiente (IMA), Sheila Meirelles, e do presidente da Fapesc, Fábio Pinto.