Secretário de segurança pública visita indígenas desabrigados em Chapecó: ‘é muito triste’

Uma reunião entre lideranças indígenas e o secretário de Segurança Pública foi realizada na manhã desta quarta-feira (19)

Foto de Willian Ricardo e Valeria Cenci

Willian Ricardo e Valeria Cenci Chapecó

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Uma reunião entre lideranças indígenas, o secretário de Segurança Pública, Paulo Cezar Ramos de Oliveira e o procurador do MPF (Ministério Público Federal), Antônio Augusto Teixeira Diniz, foi realizada na manhã desta quarta-feira (19). A conversa tem o objetivo de solucionar o conflito na Aldeia Kondá de Chapecó.

O secretário de segurança pública conversou com os indígenas desabrigados. O secretário de segurança pública visitou os indígenas desabrigados em Chapecó. – Foto: Willian Ricardo/ND Mais

O secretário Paulo Cezar e o procurador Antônio conversaram com o grupo de indígenas Kaingang abrigados no ginásio Ivo Silveira. Na sequência, a expectativa é que as autoridades façam outra conversa com o grupo que está na Aldeia.

Entre os pontos debatidos está a realização de um plebiscito que deverá decidir se haverá ou não uma nova eleição na Aldeia Kondá. Além disso, o Ministério Público ofereceu o auxílio da Justiça Eleitoral para a realização dos próximos pleitos eleitorais, tudo isso com participação dos anciãos Kondá.

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O secretário ressaltou que está à disposição para solucionar o problema e auxiliar no que for necessário para restabelecer a ordem no local. “É muito triste, esse não é ambiente indígena, eles precisam retornar, mas em clima de paz, de harmonia. Porém, nesse momento isso não é possível”.

Durante a reunião, o secretário anunciou também o reforço no policiamento na Aldeia Kondá, para, dessa forma, poder garantir maior segurança e estabilidade para a comunidade indígena.

“A Tropa de Choque foi importante, mas a presença das forças de segurança não faz parte da cultura tradicional. Aos poucos vamos recuando com a segurança externa para ser restabelecida a estrutura de cultura indígena”, explicou o secretário.

Também estiveram presentes lideranças indígenas do Rio Grande do Sul e os anciãos, os quais foram ouvidos. “A nossa terra é ali, nós não temos para onde ir. Há tanto tempo lutamos para ter aquele pedacinho. Na cidade não é o lugar para nós. Mas queremos segurança”, destacou uma liderança indígena.

O grupo de indígenas também destacou que a briga não iniciou pela não aceitação das eleições, mas sim pela falta de prestação de contas. “Teve venda de eucalipto, venda de gado que era da comunidade, sem o consentimento de todos. Chega uma hora que a comunidade cansa, os anciões cansam de ver o patrimônio deles ser destruído”, destacou outra liderança.

Lideranças indígenas e anciões foram ouvidos durante a reunião. – Foto: Willian Ricardo/ND MaisLideranças indígenas e anciões foram ouvidos durante a reunião. – Foto: Willian Ricardo/ND Mais

A conversa foi registrada em ata para que fosse assinada pelo grupo e pudesse registrar todas as decisões. O pedido para registrar as decisões foi feito pelo grupo de indígenas para garantir o cumprimento das promessas feitas ao longo da reunião.

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