Os primeiros seis meses de Jorginho Mello (PL) na Casa d’Agronômica viraram um teste de articulação e de respostas rápidas para problemas novos e antigos dos catarinenses. Vencedor em uma disputa polarizada com Décio Lima (PT), em 2022, o ex-senador assumiu em um cenário com a Saúde sob alta demanda e de busca pelo reequilíbrio financeiro das contas do Estado.
O ND+ elenca desafios enfrentados e avanços de quatro áreas pelo governo de Santa Catarina ao longo do primeiro semestre de 2023: Educação, Finanças, Saúde e Segurança Pública. Esses quatro eixos ganharam protagonismo nos primeiros meses, algo já previsto pelo tom do discurso de posse em 1º de janeiro.
Educação: Universidade Gratuita vira ‘teste’
Alçado para política estadual em 1995, quando tomou posse como deputado na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) pela primeira vez, foi no próprio legislativo que viu seu poder de articulação de anos no legislativo sob teste.
Promessa de campanha, o Universidade Gratuita se tornou a principal demanda do governo aprovada na Casa. A importância do projeto foi simbolizada pela entrega da proposta pelo próprio governador, em 16 de maio.
A proposta recebeu aval de parlamentares, sendo aprovada em 11 de julho, mas sua tramitação sofreu resistência, o que, segundo o líder do governo, Edilson Massocco (PL), virou um processo de convencimento dos deputados.
E meio a isso, o governo viveu pressão para dar uma rápida resposta para garantir a segurança dos alunos na rede estadual de ensino após o ataque matou quatro crianças em uma creche de Blumenau.
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Finanças: cortar para sanar contas no vermelho
Em vigor desde maio como medida para reduzir despesas, o Pafisc (Plano de Ajuste Fiscal de Santa Catarina) virou a ‘bússola’ do governo para cortar gastos e fechar 2023 com as contas no azul.
Em meio a tentativa de enxugar os custos da máquina pública, o governo de SC viu, por outro lado, crescer a sua folha de pagamento, passando de R$ 1,428 bilhão em junho de 2022 para para R$ 1,617 bilhão no mesmo mês de 2023.
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Saúde: influenza e dengue geram demanda
Jorginho assumiu um governo pós-pandemia, porém se viu diante da demanda de leitos em Santa Catarina, principalmente pela sazonalidade da influenza devido ao baixo índice de vacinação, além do aumento acentuado de casos de dengue no verão, o que fez a ocupação de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) superarem constantemente a casa dos 90%.
Na Saúde, o déficit de recursos para bancar os cursos de alta e média complexidade também virou um desafio do governo, fazendo Jorginho visitar ministros de Lula (PT) em busca de verbas.
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Segurança Pública: concurso e mais verbas para conter homicídios
O governo de Santa Catarina viu crescer o número de mortes violentas no primeiro semestre de 2023, alcançando 305. São 17 homicídios a mais em relação ao ano passado. O Estado atribui o aumento à guerra entre facções criminosas.
Dentre as medidas adotadas pela gestão neste para reforçar a Segurança Pública estão a abertura de concursos públicos para ampliar o efetivo de militares e policiais civis, além do investimento de R$ 86 milhões em equipamentos e infraestrutura durante todo o ano.
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