Segundo informações desta quarta-feira (9) da companhia Energoatom, que opera as quatro usinas nucleares da Ucrânia, a estação de Chernobyl está sem energia elétrica, em meio aos conflitos com a Rússia.
A falha no fornecimento, de acordo com a estatal, pode fazer com que o combustível nuclear que está estocado no local aqueça e emita radiação pela Europa. As informações são do Uol. As informações são do Uol.
Usina de Chernobyl, na Ucrânia – Foto: Reprodução / YoutubeAtravés de comunicado, a empresa informou que a linha de transmissão de energia entre Chernobyl e Kiev, capital da Ucrânia, foi danificada pelos ocupantes russos.
SeguirSegundo a nota, o combustível armazenado no local precisa de resfriamento contínuo, e se aumentar, pode liberar substâncias radioativas. “O vento pode levar essa nuvem radioativa a outras regiões da Ucrânia, Belarus, Rússia e Europa”.
A empresa disse ainda que os sistemas de extinção de incêndio e os sistemas de ventilação não estão funcionando. Isso pode fazer com que funcionários recebam uma dose perigosa de radiação e um incêndio se propague, caso haja um bombardeio no local.
Segundo a Energoatom, é impossível realizar os reparos necessários para restabelecer a eletricidade, já que há combate na região.
Situação urgente
A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) diz que a situação é urgente e perdeu o contato com a usina nesta terça (8). O diretor-geral da entidade, Rafael Mariano Grossi, se prontificou a ir até o local para garantir a segurança das centrais nucleares do país.
Segundo a ONU, os funcionários do local estão trabalhando de forma ininterrupta desde o começo dos conflitos em 24 de fevereiro.
Maior acidente nuclear
Foi na usina de Chernobyl que ocorreu o maior acidente nuclear da história, em 1986. Um dos reatores explodiu e causou a morte imediata de 30 pessoas.
Quase 340 mil pessoas moravam em um raio de 30 km da usina precisaram ser evacuadas por causa dos altos níveis de radiação, que foram registrados Polônia, Áustria, Suécia e Bielorrússia.
Desde 2015, os reatores estão em descomissionamento, quando apenas cientistas continuam trabalhando para observar a situação do nível de radiação.