Senado espera Alcolumbre para decidir sobre aumento de deputados

O encaminhamento da proposta que amplia o número de deputados federais aprovada pela Câmara depende do presidente do Congresso e, por isso, Senado espera Alcolumbre

Foto de Rodrigo Abdalla

Rodrigo Abdalla Brasília

Receba as principais notícias no WhatsApp
Senado espera AlcolumbreSenado espera Alcolumbre para decidir sobre medida que amplia vagas na Câmara – Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

O Senado espera Alcolumbre para decidir os próximos passos de um projeto que reacendeu o debate sobre a representatividade no Congresso Nacional. Após aprovação na Câmara dos Deputados da proposta que amplia o número de deputados federais, o texto depende agora de movimentação no Senado para seguir em tramitação. No entanto, a ausência do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, tem adiado o início das discussões.

Na terça-feira (6) à noite, os deputados aprovaram a matéria em regime de urgência. Enquanto isso, Alcolumbre embarcava para a Rússia e para a China ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa era acelerar a tramitação do processo. Porém, o presidente do Senado é o responsável por encaminhar a matéria. Assim, o Senado espera Alcolumbre voltar no dia 14 de maio.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Pressão aumenta enquanto Senado espera Alcolumbre

Enquanto o Senado espera Alcolumbre, cresce a pressão entre os parlamentares que defenderam a proposta. Nos votos dos deputados, muitos argumentam que o aumento da bancada é uma correção necessária para refletir a atual distribuição populacional do país. No entanto, os críticos afirmam que o projeto infla o Legislativo, sobretudo por conta do chamado “efeito cascata”.

Esse efeito refere-se à vinculação entre o número de deputados federais e a composição das Assembleias Legislativas estaduais. Se um estado ganha mais deputados federais, automaticamente também aumenta o número de deputados estaduais, o que implica impacto orçamentário. Em Santa Catarina, por exemplo, haverá aumento de quatro deputados estaduais.

Ainda assim, o Senado espera Alcolumbre. A indefinição do comando da pauta e a ausência de alinhamento com lideranças partidárias mantém o projeto travado. Alcolumbre ainda não indicou quando a matéria será distribuída para relatoria nem se haverá prioridade na tramitação.

A proposta também tem sido alvo de críticas por seu trâmite acelerado na Câmara. O requerimento de urgência foi aprovado momentos antes da deliberação final, o que, segundo alguns parlamentares, reduziu o espaço para debate e articulação. Para que o texto vire lei, ele precisa passar pelo crivo do Senado — e, até lá, o Senado espera Alcolumbre.

Senado espera AlcolumbrePlenário da Câmara dos Deputados durante votação do PLP 177/2023 – Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

TSE pode decidir sobre vagas na Câmara

A proposta ganhou força para evitar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) redistribua as cadeiras na Câmara com base nos dados do Censo 2022. O Superior Tribunal Federal (STF) proferiu decisão que o Congresso Nacional deve tratar do tema ainda neste primeiro semestre.

Caso isso não ocorra, o total de 513 parlamentares permanecerá e as vagas serão realocadas entre as unidades federativas. Estados como Santa Catarina, Pará, Amazonas e Goiás ganhariam assentos, enquanto outros, como Rio de Janeiro, perderiam representação.

Assim, o projeto de autoria da deputada federal Dani Cunha (União-RJ) propõe que, no lugar da redistribuição, seja feito um acréscimo de 18 vagas na Câmara dos Deputados para aumentar a representatividade das unidades federativas sub representadas. Além disso, o texto da proposta descarta os dados do Censo 2022 por terem sido coletados durante a pandemia.

Projeto de aumento no número de deputados estaduais é de autoria da parlamentar Dani Cunha (União-RJ) – Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados Fonte: Agência Câmara de Notícias/NDProjeto de aumento no número de deputados estaduais é de autoria da parlamentar Dani Cunha (União-RJ) – Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados Fonte: Agência Câmara de Notícias/ND

Tópicos relacionados