Senado proíbe uso de animais em testes para cosméticos; projeto de lei volta à Câmara

Fica vetado o comércio de produtos que tenham sido testados após a matéria ter entrado em vigor; texto retorna à Câmara

Plínio Aguiar, R7 Brasília

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O Senado aprovou, nesta terça-feira (20), o projeto de lei que proíbe o uso de animais em pesquisas e testes para a produção de cosméticos, perfumes e produtos de higiene pessoal. O texto, agora, retorna à Câmara dos Deputados.

Senado proíbe a comercialização de produtos que fazem testes em animais – Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado/NDSenado proíbe a comercialização de produtos que fazem testes em animais – Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado/ND

Fica proibido o comércio de produtos que tenham sido testados após a matéria ter entrado em vigor, exceto em casos em que forem obtidos para cumprir regulamentação não cosmética nacional ou estrangeira.

Para a aplicação da exceção, as empresas interessadas na fabricação ou comercialização do produto deverão fornecer evidências documentais do propósito não cosmético do teste.

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Os testes em animais na produção de cosméticos só poderão ser permitidos pela autoridade sanitária em situações excepcionais, em que houver graves preocupações em relação à segurança de um ingrediente cosmético e consulta à sociedade.

Segundo a matéria, para isso, é necessário que o ingrediente seja amplamente usado no mercado e não possa ser substituído, que seja detectado um problema específico de saúde humana relacionado ao ingrediente e que inexista método alternativo.

As empresas terão dois anos para atualizar a sua política de pesquisas e adotar um plano estratégico para garantir a disseminação desses métodos, bem como para adaptar a sua infraestrutura a um modelo de inovação responsável.

Ainda nesse prazo, as empresas deverão estabelecer medidas de fiscalização da utilização de dados obtidos de testes em animais realizados após a entrada em vigor da lei, para fins de avaliação da segurança e para a finalidade do registro de cosméticos.

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