O aumento no número de denúncias sobre supostos casos de assédio eleitoral motivou um pedido de CPI no Senado Federal. Dos três parlamentares catarinenses, apenas Dário Berger (PSB) assinou o requerimento. Até a publicação desta postagem, faltavam duas das 27 assinaturas necessárias para a abertura da investigação.
Dário Berger conversa no plenário do Senado – Foto: Roque de Sá/Divulgação/NDConforme o portal R7, as ocorrências são quatro vezes maiores do que as registradas nas eleições de 2018. Os casos cresceram com a proximidade do segundo turno. Já foram registradas 903 reclamações formais. Em 2018, foram 212 denúncias.
É considerado assédio eleitoral impor a escolha de determinado candidato e exigir que o funcionário revele em quem vai votar, por exemplo.
SeguirNo texto do requerimento, Dário justifica a CPI “para apurar denúncias de assédio eleitoral por parte de empresários, gerentes de empresas e até mesmo prefeitos municipais que ameaçam trabalhadores e trabalhadoras, exigindo ou induzindo a que votem no presidente Jair Bolsonaro, ou ainda oferecendo prêmios ou recompensas para quem assim o fizer”.
O autor do pedido da CPI é o senador Alexandre Silveira (PSD – MG). Bolsonaristas, é pouco provável que os senadores catarinenses Esperidião Amin (PP) e Jorginho Mello (PL) assinem o requerimento.
Lista de assinaturas da CPI
- Alexandre Silveira
- Randolfe Rodrigues
- Carlos Fávaro
- Omar Aziz
- Jean Paul Prates
- Alessandro Vieira
- Paulo Paim
- Renan Calheiros
- Alvaro Dias
- Fabiano Contarato
- Leila Barros
- Humberto Costa
- Paulo Rocha
- Jorge Kajuru
- Zenaide Maia
- Dário Berger
- Nilda Gondim
- Eliziane Gama
- Tasso Jereissati
- Rogério Carvalho
- Julio Ventura
- Mara Gabrilli
- Marcelo Castro
- Jaques Wagner
- Veneziano Vital do Rêgo