Senadora pede indiciamento de Jair Bolsonaro por crimes de 8 de janeiro: ‘autor intelectual’

Entre os crimes, Jair Bolsonaro pode responder por golpe de Estado e associação criminosa

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Redação ND Florianópolis

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Jair Bolsonaro pode ser indiciado por quatro crimes na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do 8 de janeiro. O pedido foi feito pela relatora da comissão, a senadora senadora Eliziane Gama (PSD-MA).

Senadora pede indiciamento de Jair Bolsonaro por crimes de 8 de janeiro: 'autor intelectual'Entre os crimes, Bolsonaro pode responder por golpe de Estado e associação criminosa – Foto: Alan Santos/PR/Divulgação/ND

As informações são do Portal R7. Entre os crimes, Bolsonaro pode responder por golpe de Estado e associação criminosa. No pedido, feito no relatório final da CPMI apresentado nesta terça-feira (17), ela afirma que o ex-presidente foi “autor intelectual” dos vandalismos.

“Os fatos aqui relatados demonstram, exaustivamente, que Jair Messias Bolsonaro, então ocupante do cargo de presidente da República, foi autor, seja intelectual, seja moral, dos ataques perpetrados contra as instituições, que culminou no dia 8 de janeiro de 2023”, afirmou o relatório da senadora.

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 Relatora afirma que há ‘fartos indícios’ contra Bolsonaro

Conforme o R7, no documento, Elizane afirma que Bolsonaro não agiu para desmobilizar os acampamentos montados em frente a instituições militares por todo o país.

“Na prática, houve verdadeiro ‘silêncio eloquente’ do então ocupante do posto de presidente da República, incentivando os acampados a permanecerem nos locais”, ressalta o relatório.

Além disso, a relatora defende haver “fartos indícios” de que o ex-presidente utilizou a estrutura da Polícia Rodoviária Federal, por meio do ex-diretor Silvinei Vasques, “para monitorar os locais, especialmente na região Nordeste, onde o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, no primeiro turno do pleito de 2022, teria tido maior votação”.

Outro ponto citado no relatório é a suposta “minuta do golpe”, que teria sido entregue ao ex-presidente por Felipe Martins, então assessor internacional da Presidência da República.