‘Será um governo do povo brasileiro’, diz Lula sobre eventual mandato

Candidato do PT diz que divisão em eventual mandato é necessária e citou nomes de dois ministros em seus governos

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Redação ND Florianópolis

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O candidato do PT à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta segunda-feira (24) que um eventual governo não será apenas de seu partido. “será um governo do povo brasileiro”.

Lula citou nomes de dois ministros de seus dois governos. “O Meirelles não era do PT. O Meirelles foi eleito deputado mais votado de Goiás. Desistiu do mandato para ser presidente do Banco Central”, declarou Lula. As informações são do site Poder 360.

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou nesta segunda (24) em ato de campanha em São Paulo – Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil/NDEx-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou nesta segunda (24) em ato de campanha em São Paulo – Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil/ND

O petista ainda citou outros ex-ministros de sua gestão, como Luiz Fernando Furlan e Márcio Thomaz Bastos.

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“Tem muita gente que nunca foi do PT e participou do meu governo, e vai ser assim. Não será um governo do PT, será um governo do povo brasileiro, além do PT”, declarou.

O candidato falou durante ato de campanha no teatro da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo e depois falou a apoiadores de uma janela do prédio.

Defesa da democracia

O mote do ato era a defesa da democracia. De acordo com os discursos, a reeleição de Bolsonaro (PL) ameaçaria o sistema democrático, enquanto que a vitória do petista o garantiria.

A senadora Simone Tebet (MDB), que disputou a presidência da República em primeiro turno, e depois se aliou a Lula fez um discurso no ato. “Estou aqui porque amo a democracia, estou aqui porque lutei por ela e estou aqui porque eu não abro mão da democracia brasileira”, disse ela.

O ex-ministro Henrique Meirelles (União Brasil) e o economista Pérsio Arida também discursaram. Meirelles disse que Lula não pede “cheque em branco” na campanha, crítica comum por causa dos poucos detalhes fornecidos pelo petista sobre política econômica que planeja caso seja eleito.

“Quem quer um cheque em branco é Bolsonaro”, disse Meirelles. “O Lula não, o cheque dele está assinado. Ele já trabalhou, já realizou, já gerou renda, e agora é só uma questão de chegarmos no domingo com força”, declarou.