Neste sábado (28) a prefeitura de Conceição do Mato Dentro, em Minas Gerais, anunciou na internet o cancelamento do show de Gusttavo Lima que custaria R$ 1,2 milhão aos cofres públicos. A situação gerou revolta após o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) anunciar procedimento para investigar o gasto milionário.
Gustavo Lima – Foto: Internet/NDPor meio de uma publicação na internet, o prefeito da cidade, José Fernando Aparecido de Oliveira (MDB) disse que a 30ª Cavalgada do Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos “foi envolvida em uma guerra político-partidária que não tem nada a ver conosco, que não tem nada a ver com a nossa festa”, defende.
Ainda segundo o prefeito, as festividades da Cavalgada representam uma renovação de fé, esperança e amor. O chefe do executivo municipal ainda reforçou que o evento já contou com outras apresentações nacionais em edições anteriores, como Zezé di Camargo e Luciano, César Menotti e Fabiano, e, Maiara e Maraisa, e lamentou ter que adiar os shows desta edição.
Seguir“Precisaremos adiar a vinda do ‘Embaixador’. Tentaram envolver a nossa cidade e a minha honra pessoal em questões que não nos representam”, disse.
Além do show de Gusttavo Lima, também foi cancelado o de Bruno e Marrone, que custaria mais R$ 520 mil. As informações são do portal R7.
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Ministério Público instaurou procedimento
A decisão da prefeitura surge após o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) instaurar um procedimento para verificar a necessidade de investigar irregularidades com a contratação dos cantores.
Ainda segundo o R7, o contrato do show de Gusttavo Lima ainda determinava que a prefeitura pagasse a hospedagem de 40 pessoas da equipe do cantor, bem como gastos de alimentação e transporte.
O documento ainda estipulava uma multa de 50% do total em caso de cancelamento. Gusttavo Lima já recebeu R$ 600 mil logo após a assinatura do contrato. Ou seja, ele não será obrigado a devolver este dinheiro.