Sobrinho de Jair Bolsonaro é denunciado pelos ataques de 8 de janeiro: ‘Incitador e executor’

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, Léo Índio participou dos atos antidemocráticos que tinham como objetivo retirar Lula do poder e restabelecer seu tio como presidente do Brasil

Foto de Geovani Martins

Geovani Martins Florianópolis

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Leonardo Rodrigues de Jesus, mais conhecido como Léo Índio, sobrinho de Jair Bolsonaro, foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por envolvimento nos ataques de 8 de janeiro de 2023, que tinham como objetivo de instigar um golpe militar contra o governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para restabelecer seu tio na presidência do país.

Sobrinho de Jair Bolsonaro, Léo Índio foi denunciado por ser 'incitador e executor' dos ataques de 8 de janeiro de 2023 - Foto: RecordTV/Arquivo/Reprodução/NDSobrinho de Jair Bolsonaro, Léo Índio foi denunciado por ser ‘incitador e executor’ dos ataques de 8 de janeiro de 2023 – Foto: RecordTV/Arquivo/Reprodução/ND

Entre as acusações, estão o envolvimento em uma associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. A denúncia tramita sob sigilo, mas o portal R7 teve acesso ao documento.

‘Incitador e executor’: Sobrinho de Jair Bolsonaro participou dos ataques de 8 de janeiro, segundo PGR

De acordo com a PGR, Léo Índio participou dos atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, que resultaram em ataques às sedes dos três poderes em Brasília.

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A denúncia inclui acusações que apontam para o envolvimento direto do sobrinho de Jair Bolsonaro na organização e execução das manifestações, que visavam interromper o funcionamento das instituições democráticas e promover a ruptura do Estado de Direito no Brasil.

Manifestantes pró-Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes no dia 8 de janeiro de 2023 - Foto: Joedson Alves /Agência BrasilManifestantes pró-Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes no dia 8 de janeiro de 2023 – Foto: Joedson Alves /Agência Brasil

A PGR afirmou que há provas suficientes de que Léo Índio, ciente do objetivo dos atos antidemocráticos, participou deles de forma intencional. “Ele teria atuado como incitador e executor, comparecendo aos atos de insurgência no Congresso Nacional e contribuindo de forma deliberada para os crimes cometidos pelo grupo responsável pelos ataques de 8 de janeiro de 2023”, consta a denúncia.

“[Léo índio] destruiu e concorreu para a destruição, inutilização e deterioração de patrimônio da União, ao avançar contra a sede do Congresso Nacional, fazendo-o com violência à pessoa e grave ameaça, emprego de substância inflamável e gerando prejuízo considerável para a União”, explica o documento.

Léo Índio é sobrinho de Jair Bolsonaro e primo dos filhos do ex-presidente, Carlos, Flávio, Eduardo e Jair Renan - Foto: Reprodução/NDLéo Índio é sobrinho de Jair Bolsonaro e primo dos filhos do ex-presidente, Carlos, Flávio, Eduardo e Jair Renan – Foto: Reprodução/ND

Decisão de tornar Léo Índio réu cabe ao STF

Agora, cabe ao STF (Supremo Tribunal Federal) decidir se aceita ou rejeita a denúncia. Caso ela seja aceita, o sobrinho de Jair Bolsonaro passará à condição de réu e será alvo de uma ação penal.

Na ação, serão realizadas etapas como a coleta de provas e a realização de depoimentos. Somente nessa fase a Corte decidirá Léo Índio será condenado ou absolvido das acusações.