Suplente de Gabriel Monteiro toma posse nesta terça após ex-vereador ter mandato cassado

Posse acontece após diversas acusações feitas contra Gabriel Monteiro de quebra de decoro

Agência Brasil Florianópolis

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A Câmara Municipal do Rio de Janeiro deve empossar nesta terça-feira (23) o suplente de Gabriel Monteiro (PL), vereador Matheus Floriano (PSD). O ato se dá após o ex-policial e youtuber ter seu mandato cassado após acusações de quebra de decoro parlamentar.

Posse acontece após ex-vereador ter seu mandato cassado — Foto: Reprodução/NDPosse acontece após ex-vereador ter seu mandato cassado — Foto: Reprodução/ND

A posse está marcada para acontecer às 16h, no plenário da Câmara Municipal. No texto publicado que justifica a convocação do suplente é dito que ela se dá “em decorrência da perda do mandato do Senhor Vereador Gabriel Monteiro, por conduta incompatível com o decoro parlamentar”.

Além disso, a Câmara oficializou a desativação do gabinete de Monteiro e a realocação dos servidores que estavam no local.

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Monteiro teve seu mandato cassado por 48 votos a dois na última quinta-feira (18), devido a uma série de acusações de quebra de decoro. Entre elas: encenação com uma menor de idade em um shopping, agressão contra um morador de rua convidado para a encenação de um roubo na Lapa e relação sexual gravada em vídeo com uma adolescente de 15 anos.

Mesmo com mandato cassado Monteiro concorre às eleições

O ex-vereador concorre como deputado federal pelo Rio de Janeiro, mesmo após a cassação de seu mandato. Gabriel Monteiro se candidata pelo PL (Partido Liberal).

Deputado federal Gabriel Monteiro concorre à reeleição pelo PL (Partido Liberal) no Rio de Janeiro – Foto: Fernando Frazão/ Agência BrasilDeputado federal Gabriel Monteiro concorre à reeleição pelo PL (Partido Liberal) no Rio de Janeiro – Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Apesar da lei prever que parlamentares cassados tenham inelegibilidade de oito anos, já passou o prazo de impugnação dos registros de candidatura. Portanto, Monteiro não poderia ter sua candidatura derrubar agora.

Segundo o secretário-geral da Abradep (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político), Volgane Carvalho, isso acontece porque a inelegibilidade – aquela que vai aparecer após o registro da candidatura – só poderá acontecer de forma constitucional se a impugnação acontecer até o prazo final para o registro da candidatura na Justiça Eleitoral, que foi no dia 15 de agosto.

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