A saída de toda a diretoria da SCPar Porto de São Francisco do Sul na última sexta-feira (22) não foi um ato voluntário. Uma recomendação do TCE (Tribunal de Contas do Estado) da última quinta-feira (21), que se baseia nas denúncias trazidas à tona pelo Grupo ND nas últimas semanas, sugere o afastamento do presidente do Porto, Diego Machado Enke.

Documento que pede vedação do trabalho do então presidente da SCPar Porto de São Francisco do Sul – Foto: ReproduçãoO encaminhamento assinado pelo diretor do DEC (Diretor de Empresas e Entidades Congêneres), Paulo João Bastos, sugeria à empresa “cessar o exercício na condição de presidente da SCPar Porto de São Francisco S.A. do Sr. Diego Machado Enke”.
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O documento enviado à empresa traz diversos indícios já apontados nas reportagens do Grupo ND, entre eles, a ligação de Enke com o governador Carlos Moisés, uma vez que coordenou a campanha do partido no Norte do Estado. Além disso, traz também a denúncia de que ele não estava apto ao cago e, inclusive, sua nomeação feria o estatuto interno da SCPar e leis federais.
A exoneração de Diego foi confirmada, por meio de nota oficial, pela própria SCPar, no início da noite de sexta-feira (22). No entanto, o diretor que assumiu, interinamente a coordenação do Porto, Fabiano Ramalho, afirmou que o pedido de demissão partiu da própria diretoria que “entendeu e depois justificou o ato como forma de dar ao porto uma condição de maior transparência na apuração e verificação dos fatos noticiados pela mídia”.
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