O ministro Benjamin Zymler, do TCU (Tribunal de Contas da União), determinou que a PRF (Polícia Rodoviária Federal) explique a eventual omissão em relação ao fechamento de vias e aos demais atos que obstruem o trânsito nas rodovias federais desde o resultado das eleições. O ministro cita os vídeos que mostram a falta de ação dos agentes da corporação.
Durante a tarde, manifestantes estão concentrados em frente ao 62º Batalhão da Infantaria – Foto: Ricardo Alves/NDTVO prazo dado pelo ministro é de 15 dias. Mas a decisão, que só foi divulgada nesta quarta-feira (23), é do dia 10 deste mês. Após o resultado do segundo turno das eleições, manifestantes que não aceitam o resultado do pleito passaram a bloquear rodovias em todo o país.
Em uma das situações apontadas como ato de omissão, um policial rodoviário corta a cerca que dá acesso ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, para permitir a entrada dos manifestantes. Por conta da ocupação do terminal, voos foram cancelados, desviados ou decolaram com atraso na ocasião.
SeguirO caso está sendo apurado em uma investigação interna aberta pela PRF. O ministro atendeu a um pedido do Ministério Público de Contas. A corte vai apurar se ocorreu “omissão de agentes públicos no cumprimento dos seus deveres e obrigações, desvirtuando o papel atribuído na Constituição e na lei à PRF”, e se aconteceram incentivos aos atos.
O TCU também quer detalhes das operações realizadas pela corporação no dia 30 de outubro, quando ocorreu a votação no segundo turno, além da quantidade de agentes, planos de ação, nomes dos responsáveis por aprovar esses planos e um balanço das operações que foram realizadas.