O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (2) que o Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco do Brics, está avaliando ajudar a Argentina economicamente, após reunião com o presidente da Argentina, Alberto Fernández.
Segundo Lula, a informação de que a instituição financeira pretende ajudar o país vizinho foi sinalizada pela presidente do banco, Dilma Rousseff. As informações são do R7.
Lula se reuniu com Alberto Fernández, presidente da Argentina nesta terça (2) – Foto: Ricardo Stuckert/PR“A Dilma me disse que está trabalhando para mudar o regulamento [do Banco dos Brics] para contribuir e ajudar a Argentina. A Argentina voltará a ser a economia grande e produtiva que foi durante muito tempo”, garantiu Lula.
SeguirO presidente também comentou que planeja agir em prol do país vizinho frente ao Fundo Monetário Internacional (FMI). “Eu pretendo conversar, através do meu ministro da Fazenda [Fernando Haddad], com o FMI, para tirar a faca do pescoço da Argentina. O FMI sabe como a Argentina se endividou, portanto, não pode ficar pressionando um país que só quer crescer, gerar empregos e melhorar a vida do povo. Estamos dispostos a ajudar a Argentina e a vencer as questões técnicas que a economia exige”, declarou.
Fluxo comercial
Lula afirmou que a cooperação entre Brasil e Argentina será por meio do fluxo comercial. O país é o maior parceiro econômico brasileiro na América do Sul. “Os companheiros argentinos vão discutir as garantias [do acordo] e o Brasil vai discutir com os empresários brasileiros que exportam para a Argentina e com o Congresso Nacional o que pode ser feito para ajudar a encontrar uma solução”, explicou.
O presidente quer bancar as vendas de empresários brasileiros para o país vizinho. O Brasil deve propor um crédito para a exportação, o que beneficiaria mais de 200 empresas brasileiras que vendem para a Argentina. Essas firmas têm reclamado da demora para receber o pagamento das mercadorias.
“Precisamos ajudar os empresários brasileiros que exportam para a Argentina e financiar as exportações brasileiras, como a China faz para os produtos chineses. Vamos encontrar uma forma para fazer com que nossos exportadores continuem com suas empresas funcionando e gerando emprego e as exportações entre Brasil e Argentina continuem crescendo”, completou.