Três deputados de SC foram favoráveis aos cortes nas leis de fomento à cultura

Demais parlamentares de SC votaram pela derrubada do veto de Jair Bolsonaro, que corta mais de R$ 6 bilhões para o fomento da cultura no Brasil

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Redação ND Florianópolis

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O Congresso Nacional derrubou nesta terça-feira (5) os vetos do presidente Jair Bolsonaro (PL) à Lei Aldir Blanc 2 e à Lei Paulo Gustavo. As iniciativas visam incentivar atividades culturais nos estados e municípios.

Os dois senadores de Santa Catarina foram favoráveis à derrubada do veto. Entre os deputados, quase todos tiveram o mesmo alinhamento, exceto três: Caroline de Toni (PL), Daniel Freitas (PL) e Gilson Marques (Novo). Confira no fim da reportagem como votou cada parlamentar.

DEPUTADOS DE SC FORAM MAJORITARIAMENTE CONTRAVeto foi derrubado no Senado e na Câmara dos Deputados – Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Divulgação/ND

A sessão contou com a presença de artistas, empresários, produtores e secretários de Cultura. Segundo a Agência Senado, com a derrubada dos vetos, os textos serão agora promulgados pelo presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, tornando-se leis.

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Juntas, as duas proposições somam repasses iniciais de R$ 6,8 bilhões para o setor cultural.

Lei Aldir Blanc 2

O veto relativo à Lei Aldir Blanc 2 foi rejeitado por 414 deputados federais. Trinta e nove quiseram mantê-lo, mas foram derrotados. Houve ainda duas abstenções. No Senado, o placar foi unânime: 69 a 0.

A Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura é uma homenagem ao compositor Aldir Blanc Mendes, que morreu em maio de 2020 em decorrência da covid-19. Ela foi aprovada no Senado em março deste ano e é resultado do PL 1.518/2021.

A iniciativa enumera 17 ações e atividades que podem ser financiadas. Entre elas, exposições, festivais, festas populares, feiras e espetáculos, prêmios, cursos, concessão de bolsas de estudo e realização de intercâmbio cultural.

O dinheiro também poderá ser usado para aquisição de obras de arte, preservação, organização, digitalização do patrimônio cultural, construção ou reforma de museus, bibliotecas, centros culturais e teatros, aquisição de imóveis tombados para instalação de equipamentos culturais e manutenção de companhias e orquestras.

Lei Paulo Gustavo

Já o veto presidencial sobre a Lei Paulo Gustavo foi derrubado por todos os 66 senadores que votaram. Na Câmara, ainda houve divergência: 356 a 36.

O texto autoriza repasse de cerca de R$ 3,86 bilhões em recursos federais a estados e municípios para fomento de atividades e produtos culturais, como forma de atenuar os efeitos econômicos e sociais da pandemia de covid-19. Do total a ser liberado pelo Poder Executivo, R$ 2,797 bilhões devem ir para o setor de audiovisual. O restante (R$ 1,065 bilhão) será repartido entre outras atividades culturais.

O nome do projeto homenageia o ator e humorista Paulo Gustavo, que morreu em maio de 2021, também vítima da covid-19. A verba prevista deve sair do superávit financeiro do FNC (Fundo Nacional de Cultura) e deverá ser operada diretamente por estados e municípios.

Veja como votaram os parlamentares de SC

Senadores

  • Dário Berger (SC) – contrário ao veto;
  • Esperidião Amin (Progressistas) – contrário ao veto

Deputados federais

  • Caroline de Toni (PL) – favorável ao veto;
  • Daniel Freitas (PL) – favorável ao veto;
  • Gilson Marques  (Novo) – favorável ao veto;
  • Angela Amin (PP) – contrária ao veto;
  • Carlos Chiodini  (MDB) – contrário ao veto;
  • Carmen Zanotto (Cidadania) – contrária ao veto;
  • Celso Maldaner (MDB) – contrário ao veto;
  • Coronel Armando (PL) – contrário ao veto;
  • Darci de Matos (PSD) – contrário ao veto;
  • Fabio Schiochet (União) – contrário ao veto;
  • Gilson Marques (Novo) – contrário ao veto;
  • Hélio Costa (PSD) – contrário ao veto;
  • Pedro Uczai (PT) – contrário ao veto; e
  • Rodrigo Coelho (Podemos) – contrário ao veto.

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