Interino: Paulo Rolemberg
A eleição de 2022 representou o nascimento de uma nova linhagem política em Santa Catarina. Pode-se perceber que a nova legislação eleitoral elevou o número de votos necessários para eleger deputadas e deputados. A média de votos subiu num patamar jamais visto.
Número de partidos na Alesc caiu para 15 siglas – Foto: Agência ALESC/Divulgação/NDÉ importante ressaltar que o número de partidos reduziu na Assembleia Legislativa, passando para 15 siglas, resultado da polarização da campanha eleitoral de 2022, principalmente à Presidência da República. Isto repercutiu no âmbito de Santa Catarina, com grande parte dos deputados alinhados, ideologicamente, ao bolsonarismo e ao petismo.
SeguirOs números mostraram que os outros partidos que estavam integrados a candidaturas não tão alinhadas à verticalização da campanha tiveram resultados razoáveis, mas não elevaram suas bancadas na Alesc, e a certa fragmentação partidária produziu uma concentração de determinados partidos alinhados ao bolsonarismo.
O que dará uma certa vantagem relativa ao candidato Jorginho Mello (PL), caso venha a vencer no segundo turno.
Do ponto de vista geral se elevou a cota de votos para chegar à Alesc. Tanto que as candidaturas com mais votos chegaram a quase 200 mil, com Ana Campagnolo, do PL (196.571), e Luciana, do PT (92.478 votos).
Ou seja, a média necessária para eleger deputados aumentou consideravelmente.Mesmo quadro observado na Câmara Federal, onde Caroline de Toni (PL), que alcançou 227.632 votos, e o segundo lugar, Pedro Uczai (PT), com 173.531 votos.O candidato eleito com menos votos recebeu pouco mais de 51 mil.
O que significa dizer que também a régua para o desempenho eleitoral dos candidatos no parlamento federal aumentou.
Por fim, a eleição deste ano também apresentou um novo quadro político no Estado. Nomes históricos e nomes em evidência da política catarinense foram varridos no dia 2 de outubro.