Urnas eletrônicas são seguras e íntegras, aponta relatório entregue ao presidente do TSE

Os testes públicos de segurança ocorrem sempre antes de cada eleição e começam no ano anterior ao pleito

Redação ND Florianópolis

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Os testes públicos de segurança das urnas eletrônicas, realizados em 2021 para as eleições de 2022, apontaram que o sistema é “íntegro” e “seguro”. A informação é do relatório, da comissão avaliadora dos testes, que foi enviado nesta segunda-feira (30) ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Edson Fachin.

Durante ataques realizados por equipes especializadas, foram identificadas vulnerabilidades, mas que não colocam o sistema em risco. Os testes públicos de segurança ocorrem sempre antes de cada eleição e começam no ano anterior ao pleito. Com informações do Portal R7.

Foram identificadas vulnerabilidades, mas que não colocam o sistema em risco – Foto: Nelson Jr./Ascom/TSE/NDForam identificadas vulnerabilidades, mas que não colocam o sistema em risco – Foto: Nelson Jr./Ascom/TSE/ND

As equipes que realizam ataques são formadas por especialistas, professores de universidades federais, hackers da Polícia Federal e outras entidades. Quando uma vulnerabilidade é encontrada, o TSE é informado e elabora modos de resolver o problema. Em seguida, as mesmas equipes tentam refazer o ataque, para saber se o problema foi corrigido.

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“O evento do TPS 2021 apresentou uma equipe técnica capacitada para dar apoio aos investigadores, abrangendo a vasta área de conhecimento técnico e de procedimentos eleitorais. Esse ambiente proporciona respostas em tempo adequado para que os investigadores pudessem dominar, a cada dia do evento, as características inerentes dos processos e sistemas eleitorais, adequando os seus planos e avançando nos trabalhos”, diz um trecho do relatório.

Fachin afirmou que os testes fazem parte do presente e do futuro da Justiça Eleitoral. “É uma contribuição feita à sociedade brasileira, que desenvolve um plano de melhorias. E as contribuições do TPS fazem parte do presente e do futuro da Justiça Eleitoral”, destacou.

O representante do Comando da Aeronáutica na comissão, Osvaldo Catsumi, afirmou que a atuação dos investigadores permite aprimoramento do sistema eletrônico. “O nosso trabalho foi complementar as ações feitas pelos investigadores. É o trabalho deles que possibilita visões externas e que ajudam a melhorar o sistema. Nós apenas buscamos avaliar e apontar um melhor entendimento do que é possível fazer para tornar o processo ainda mais seguro”, disse.