Vacinas em SC: “Temos reservas para aquisições”, diz governadora

Em entrevista à NDTV, Daniela Reinehr falou sobre a aquisição de vacinas para o Estado e a sua recuperação após testar positivo para a Covid-19; confira

Redação ND Florianópolis

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A governadora interina Daniela Reinehr (sem partido) concedeu entrevista exclusiva ao ND Notícias nesta segunda-feira ao âncora e colunista Paulo Alceu. Ela afirmou que ainda deve aguardar decisões do Palácio do Planalto sobre as vacinas para que o Estado possa tomar a decisão sobre a Coronavac, imunizante produzido pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo.

Governadora fala, via internet, com Paulo Alceu, no estúdio, sobre vacinas e sua gestãoGovernadora afirmou estar trabalhando para recuperar credibilidade do Estado enquanto ocupa o posto interinamente, além de estar monitorando situação das vacinas – Foto: ND Notícias

“Temos reservas para fazer as aquisições necessárias e futuras, mas estamos aguardando, já que é o Ministério da Saúde, através da Anvisa, que irá decidir qual o melhor procedimento”, afirmou a chefe do executivo estadual, sem especificar o valor das reservas.

A vacina deve ter eficácia comprovada no início de dezembro, já que atualmente, teve os estudos da fase três (ou fase final) concluídos. Trata-se de um imunizante para a Covid-19 que, no momento, acomete a governadora.

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Daniela citou ainda estar com “tosse ruim”, e que ainda ontem estava com dores no corpo, algo típico em pacientes sintomáticos da Covid-19. Na ocasião, ressaltou que defende o “tratamento precoce”, porém, com a devida prescrição médica.

“Tomei cloroquina e outras ‘cositas mas’, com prescrição médica. As pessoas não devem se automedicar. Nesse sentido, uma das primeiras ações que eu tomei foi revogar a norma técnica que exigia exames complementares de diagnóstico para prescrever alguns medicamentos. Isso devolveu ao médico a capacidade técnica para prescrever o melhor tratamento”, afirmou Daniela.

Ela afirma que procurou um médico quando começou a sentir os sintomas, e que os equipamentos de atendimento em hospitais e afins são feitos “para não ser usados”, que o ideal é que o paciente não chegue a necessitar internação.

A medida de autorizar o tratamento precoce é do dia 9 de novembro, sendo a nota técnica 016/2020, que substitui a 13/2020, publicada em julho. O debate sobre o tema foi mais popular no início da pandemia e durante o primeiro semestre, ao passo que as restrições e liberações são mais debatidas no momento atual.

Nesse sentido, Daniela afirmou que deve seguir com a retomada das aulas, uma das reinvindicações mais discutidas dentre as restrições impostas pela pandemia. Indicou que daria liberdade, pois o Estado precisa “avaliar toda a conjuntura”.

“Essa retomada das atividades escolares presencias está sendo feita de uma forma gradual, com toda a prudência. Vale salientar que alguns são contra, outros são a favor, mas o fato é que agora as famílias poderão escolher se as vão para a escola em atividade presencial ou se vão seguir em atividade remota”, ressaltou.

Na ocasião, também afirmou que a preocupação maior é com a parte pedagógica e com o rendimento com os alunos, coisas que podem ser afetadas pela mudança no regime de ensino.

Ao fim, questionada sobre o destino da cadeira, que pode voltar ao governador afastado, Carlos Moisés (PSL), Daniela citou que deve somente aguardar a decisão judicial.

A fala faz referência ao julgamento da próxima sexta (27), quando ocorrerá o julgamento definitivo do primeiro pedido de impeachment, que versa sobre o reajuste salarial dos procuradores do Estado, e mantém Moisés fora do posto de governador temporariamente.

“A minha missão aqui é dar o meu melhor, corrigir algumas arestas. Tenho buscado dar meu melhor, criar esse canal de comunicação, voltar a trazer de volta a credibilidade do Estado. Acredito que além das questões pessoais, temos uma missão institucional”, disse Daniela.

Marcada para às 9h, a decisão da próxima sexta (27) definirá se Moisés cometeu ou não crime de responsabilidade. Cinco deputados estaduais e cinco desembargadores irão votar, e caso condenem, afastarão Moisés do cargo definitivamente.

Confira a entrevista na íntegra:

Fecam tenta garantir vacina em SC

A Fecam (Federação Catarinense dos Municípios) quer garantir o acesso dos municípios catarinenses a um imunizante contra a Covid-19. A assinatura do protocolo de intenção, que dá preferência aos municípios do Estado na aquisição da Coronavac, deve acontecer em breve.

A entidade espera alinhar as agendas do presidente da Fecam, da equipe técnica e do governo de São Paulo ainda esta semana.

De acordo com a Fecam, as tratativas com o governo de São Paulo iniciaram há cerca de três semanas. O objetivo da Fecam é que os municípios tenham agilidade no acesso e demonstrem interesse na imunização, se não de toda a população, daqueles que integram grupos de risco para a Covid-19.

A intenção é ainda garantir um protocolo que indique que Santa Catarina tem interesse na vacina Coronavac, desde que devidamente aprovada.

Assim, os municípios de Santa Catarina já se movimentam com planos referentes à imunização da população.

“Novas vacinas”: governo vai comprar mais seringas para 2021

governo de Santa Catarina abriu processo para a aquisição de seringas e agulhas para ações de imunização no Estado. A previsão é de que os materiais sejam consumidos em doze meses para novas vacinas, a partir de 2021. O aviso de licitação foi publicado no Diário Oficial do Estado na terça-feira (17). O Estado não confirma que a compra tenha a ver com a vacinação para o novo coronavírus.

O pedido de compra, realizado pela Gevim (Gerência de Imunização e Doenças Imunopreveníveis) se baseia na perspectiva de inclusão de novas vacinas. Sendo assim, foi solicitada uma quantidade 30% maior de insumos com relação à última compra.

De acordo com a Dive-SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), os insumos não estão “necessariamente” relacionados com a aquisição de vacinas contra o novo coronavírus. Isso porque o Estado segue o Plano Nacional de Imunização e ainda aguarda orientações do Ministério da Saúde.

No momento, a Diretoria e a SES (Secretaria Estadual de Saúde) afirmaram em resposta ao pedido de informações do ND+ que não há nenhum processo de compra de imunizantes no Estado para combater a Covid-19.

O pedido de compra das seringas e agulhas foi realizado no dia 19 de junho deste ano. A abertura das propostas de licitação, na modalidade Pregão Eletrônico, está marcada para as 8h15 do dia 14 de dezembro. A aquisição está orçada em R$ 2.698.388.

Questionada sobre o tempo que levou o processo de compra –cerca de 6 meses – a Dive informou que “faz apenas o pedido de compra”, a mesma resposta informada pela SES.