Nascido em 17 de agosto de 1967, em Florianópolis, Carlos Moisés da Silva tem 54 anos e já foi professor universitário. É bacharel em Direito e mestre em Direito Constitucional (Unisul). Moisés assumiu o governo em 2019, filiado ao PSL de 2018 a 2021. Atualmente, concorre pelo partido Republicanos.
O candidato ingressou no serviço público pela formação na Polícia Militar em 1987 e, em 1990, concluiu o Curso de Formação de Oficiais da Academia. Optou por seguir carreira no Corpo de Bombeiros de Santa Catarina e foi trabalhar em Tubarão, no Sul do estado. Lá, atuou por mais de 30 anos, tendo se tornado Coronel da Reserva do CBMSC.
Carlos Moisés, candidato a governador de Santa Catarina – Foto: Divulgação/NDPesquisa
A gestão de Moisés foi avaliada pelos catarinenses em julho de 2021 em uma pesquisa feita pelo Instituto Lupi & Associados, encomendada pelo Grupo ND.
SeguirO trabalho do governador foi avaliado como ‘regular’ por 40,8% dos entrevistados. A administração foi considerada ‘Ótima’ por 4%; ‘Boa’ por 28,1%; ‘Ruim’ por 13,4% e ‘Péssima’ por 12,1%.
A saúde foi a área pior avaliada pelos moradores do Estado, especialmente sobre a crise sanitária global da Covid-19.
Na pesquisa, 35,2% consideraram esse o setor em que Moisés realizava o pior trabalho até aquele momento.
A geração de empregos foi a mais bem avaliada, sendo respondida por 19% dos entrevistados como a melhor área da administração do governador.
Eleito com 71,09% dos votos válidos
Politicamente, a carreira de Carlos Moisés surpreendeu, tanto por seu ineditismo, pois é coronel da Reserva do CBMSC, quanto pela representatividade eleitoral.
Em 2018 recebeu 71,09% dos votos válidos, em segundo turno, contra o deputado estadual Gelson Merísio (Solidariedade).
Durante o primeiro mandato, suas ações foram marcadas por momentos conturbados, principalmente na pandemia da Covid-19.
Em meio a uma crise sanitária global, os maiores esforços do mandato do governador foram relacionados à saúde, mas políticas de restrições desagradaram parte da sociedade, assim como a falta de iniciativas como lockdown também provocou cobranças de lideranças políticas e entidades estatais.
Dois pedidos de impeachment
Moisés enfrentou dois pedidos de impeachment simultâneos em 2020, sendo o primeiro por suposta irregularidade no aumento de salário dos procuradores do Estado.
A acusação foi de que Moisés e a vice-governadora, Daniela Reinehr (PL), teriam cometido crime de responsabilidade ao reajustar os salários por meio de uma medida administrativa, sem a aprovação da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina). Foi absolvido pelos cinco deputados estaduais que integraram a comissão.
O segundo impeachment foi referente à compra de 200 respiradores pelo valor de R$ 300 milhões, durante a pandemia, que foram pagos antecipadamente e tiveram entrega atrasada.
A repercussão provocou grandes impactos na política catarinense. Durante as investigações do caso, dois secretários de Estado foram demitidos.
A conclusão da Polícia Federal, Ministério Público e MPF, porém, foi de que não houve crime por parte do chefe do Executivo estadual.
As relações com a vice-governadora nem sempre foram harmônicas.
Em meados de 2021, enquanto ocupava interinamente o governo do Estado, durante o afastamento do titular por determinação do processo de impeachment, Reinehr vetou projeto de Moisés que autorizava o repasse de R$ 350 milhões do orçamento do Estado, para acelerar obras nas BRs-163, 280 e 470, veto rejeitado pela Alesc.
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