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As eleições nos EUA são bem diferentes das brasileiras. O pleito norte-americano tem regras que não são nacionais, o que permite cada Estado decidir como sua população irá votar, como será feita a apuração e quais as condições para a população ir às urnas. Conheça algumas das diferenças da disputa eleitoral nos dois países: – Foto: Freepik/Reprodução - 2 de 7
O voto nos EUA não é obrigatório. Um cidadão pode nunca ir às urnas escolher um candidato e isso não vai ter nenhuma consequência para ele. No caso do Brasil, toda pessoa com mais de 18 anos e menos de 65 deve votar obrigatoriamente ou justificar a ausência. Caso contrário, terá que pagar uma multa e pode até ficar impossibilitada de tirar passaporte ou prestar um concurso público. “A resposta oficial diz que o voto não é obrigatório para garantir a liberdade de escolha do cidadão norte-americano em votar ou não. Mas alguns historiadores dirão que a não obrigatoriedade é uma forma de desencorajar a participação ativa de parcelas da população mais pobre e, desse modo, facilitar a reprodução de oligarquias políticas no poder” explica o professor Gustavo Macedo, do curso de Relações Internacionais do Centro Universitário FMU – Foto: Pixabay/Reprodução - 3 de 7
“Todo brasileiro com mais de 18 anos precisa tirar o título de eleitor. No Brasil, o documento não tem data de validade e pode ser usado em qualquer eleição, basta apresentar ao mesário. Nos EUA, cada pessoa precisa se registrar no ano da eleição para ter direito ao voto. Se alguém decidir votar somente no dia marcado para a eleição, essa pessoa não terá autorização. O estado da Dakota do Norte é o único que permite o voto sem registro. Isso se deve à forte presença da população de nativos norte-americanos que vivem nas reservas indígenas. Uma vez que as reservas não possuem endereços precisos, não é possível registrar os eleitores nativos. Estes devem apresentar uma identificação tribal no dia da eleição”, diz Macedo – Foto: Pixabay/Reprodução - 4 de 7
Os brasileiros, em qualquer região, votam em urnas eletrônicas, exceto quando ocorre algum defeito no equipamento. Já nos EUA, cada estado pode escolher como será o sistema de voto. Em alguns a urna eletrônica também é utilizada, mas em outros, o papel assinalado é o padrão. A “Festa de Democracia” no Brasil acontece sempre no domingo e ainda é feriado nacional, segundo o Código Eleitoral, assim a população pode ir até o local de votação sem dificuldade. No caso norte-americano, além de se cadastrar dentro do prazo estipulado, é necessário organizar a agenda para conciliar o voto em um dia normal, já que lá nem feriado é e a eleição acontece sempre em uma terça-feira.- Foto: Eleições EUA/Divulgação - 5 de 7
“Nos Estados Unidos, no passado, muitas pessoas teriam que viajar no domingo, que é um dia importante para os religiosos. E se as eleições fossem às quartas-feiras, coincidiria com o dia em que eram realizadas feiras para vender os produtos das fazendas. Isso faria com que muitos comerciantes e fazendeiros não votassem. Por isso, o dia escolhido para o pleito americano foi a terça-feira, para dar tempo de viajar na segunda e de trabalhar no dia seguinte ao voto. Se o voto no Brasil é só no dia marcado para as eleições, nos EUA, é possível votar pelos correios de forma antecipada. Em razão da pandemia, essa forma de votar está batendo recorde na eleição presidencial deste ano – Foto: Pixabay/Reprodução - 6 de 7
“O voto antecipado é uma opção de alguns estados nos EUA e visa aumentar e facilitar a participação no processo eleitoral. Eleitores que tenham votado a distância e antecipadamente, podem mudar seu voto, em média, até duas semanas antes do dia da eleição”, afirma o professor de Relações Internacionais. Para ser eleitor brasileiro, basta ter metade do total do número total de eleitores mais 1 voto. Essa lógica de maioria simples não é aplicada nos EUA. Lá, o objetivo é conquistar o mínimo de 270 votos dos delegados do colégio eleitoral dos estados para ser eleito. – Foto: Pixabay/Reprodução - 7 de 7
“O candidato com maioria dos votos populares pode acabar não sendo eleito devido ao princípio do chamado colégio eleitoral. Ou seja, em uma regra de maioria simples, o candidato com maior número de votos totais no país venceria; mas na regra norte-americana o candidato que receber a maioria dos ‘votos distritais’ vence”, explica o especialista. Os EUA não têm um sistema bipartidário, mas o partido Republicano e Democrata dominam a disputa eleitoral. Apesar de existirem candidatos de partidos menores, como o verde, e até candidatos independentes, as chances de vitória são sempre dos dois mais tradicionais. No caso do Brasil, são diversas siglas que disputam as eleições e com frequências os partidos se unem para tentar aumentar o número de votos – Foto: Freepik/Reprodução
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