‘Verdade sobre o INSS’: PT culpa governo Bolsonaro por fraudes em benefícios

Publicada no perfil oficial do partido na plataforma X, a série conta com quatro episódios que detalham acusações como bloqueios de benefícios e descontos indevidos

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Redação ND Florianópolis

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Campanha "Verdade sobre o INSS" lançada pelo governo Lula culpa governo Bolsonaro pelas fraudes no INSS - Foto: Evaristo Sá/AFP/Agência Brasil/NDCampanha “Verdade sobre o INSS” lançada pelo governo Lula culpa governo Bolsonaro pelas fraudes no INSS – Foto: Evaristo Sá/AFP/Agência Brasil/ND

A campanha “Verdade sobre o INSS”, lançada nesta semana pelo PT (Partido dos Trabalhadores) na internet, atribui ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a responsabilidade por fraudes e irregularidades no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Publicada no perfil oficial do partido na plataforma X, a série conta com episódios que, de acordo com o PT, detalham acusações como bloqueios de benefícios, descontos indevidos e envolvimento de chefias em esquemas ilícitos.

A iniciativa decorre após a Operação Sem Desconto, deflagrada em abril pela PF (Polícia Federal) e pela CGU (Controladoria-Geral da União), revelar um esquema de deduções irregulares aplicadas a aposentados e pensionistas do INSS.

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A repercussão do caso resultou na saída de Alessandro Stefanutto da presidência do órgão e também na demissão do então ministro Carlos Lupi, da Previdência Social.

Após demissão de Carlos Lupi, PDT anuncia saída da base do governo, que agora lança a campanha ‘Verdade sobre o INSS’ – Foto: Lula Marques/Agência BrasilApós demissão de Carlos Lupi, PDT anuncia saída da base do governo, que agora lança a campanha ‘Verdade sobre o INSS’ – Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Os episódios de ‘Verdade sobre o INSS’

  • Episódio 1 — Dinheiro de volta para os aposentados
  • Episódio 2 — O golpe dos descontos
  • Episódio 3 — Fraudes aumentaram e governo nada fez
  • Episódio 4 — Quem estava por trás do esquema
  • Episódio 5 — Lula age, Bolsonaro se omite

Troca de acusações entre aliados e oposição

Deputados aliados ao governo e da oposição passaram a divulgar vídeos com acusações mútuas. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) culpou a gestão do presidente Lula (PT) pelas irregularidades. Em resposta, André Janones (Avante-MG), defensor do governo atual, responsabilizou diretamente o governo Bolsonaro pelas fraudes no INSS.

O tema também provocou tensão no Senado, com embates durante uma sessão da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor. O novo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, reafirmou que as fraudes começaram durante o mandato de Bolsonaro, enquanto o senador Sérgio Moro (União-PR) criticou a suposta demora do governo Lula em agir após a identificação dos descontos indevidos.

Moro e Ministro da Previdência batem boca após acusação sobre fraude no INSS. Governo Lula lançou a campanha ‘Verdade sobre o INSS’ – Foto: Saulo Cruz/Agência SenadoMoro e Ministro da Previdência batem boca após acusação sobre fraude no INSS. Governo Lula lançou a campanha ‘Verdade sobre o INSS’ – Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Relembre o caso envolvendo fraudes no INSS

Após denúncias, a CGU iniciou uma apuração sobre as possíveis fraudes no instituto, entrevistando quase 1.300 aposentados que tiveram descontos em todo País. O resultado mostrou que, em média, 97% dos beneficiários não tinham dado consentimento para a medida.

Foram feitas auditorias em 29 entidades que tinham ACTs (Acordos de Cooperação Técnica) com o INSS. A CGU identificou falta de estrutura operacional para prestar os serviços que ofereciam aos beneficiários. O órgão também verificou que “70% das 29 entidades analisadas não entregaram a documentação completa ao INSS”.

Os descontos começaram em 2016, mas cresceram substancialmente em 2023 e 2024, segundo as investigações. Entidades de classe, como associações e sindicatos, formalizavam Acordos de Cooperação Técnica com o INSS, o que permitia o desconto em folha dos beneficiários. A autorização para o desconto, contudo, em muitos casos, era fraudada.

Segundo a PF, para o desconto ser realizado, a entidade precisaria de autorização expressa e individual de cada beneficiário para realizar o desconto de sua mensalidade associativa. Na investigação, foram identificadas, porém, a ausência de verificação rigorosa dessa autorização e a possibilidade de falsificação de documentos de filiação e autorização.

*Com informações de Estadão Conteúdo