PL afasta vereador suspeito de manter adolescente como escrava sexual

Polícia Civil encontrou imagens e objetos ligados a abuso infantil na casa de Thiago Bitencourt Lanhes Barbosa

Foto de Carolina Sott

Carolina Sott Florianópolis

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PL afasta vereador suspeito de manter adolescente como escrava sexual – Foto: PCMT/ReproduçãoPL afasta vereador suspeito de manter adolescente como escrava sexual – Foto: PCMT/Reprodução

O médico e vereador de Canarana (MT), Thiago Bitencourt Lanhes Barbosa, foi temporariamente afastado do PL (Partido Liberal) nesta segunda-feira (2). O parlamentar foi preso no último sábado (31) por suspeita de estupro de vulnerável e armazenamento de imagens de abuso e exploração sexual infantil.

Em nota assinada pelo presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, o partido informou que já entrou em contato com a presidente do diretório municipal para que as medidas necessárias sejam tomadas.

“O PL mulher repudia veementemente as alegações e crimes atribuídos ao vereador, motivo esse que causou a suspensão da sua filiação”, diz.

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Nota da suspensão do vereador suspeito de manter adolescente como escrava sexual – Foto: PL/Reprodução/NDNota da suspensão do vereador suspeito de manter adolescente como escrava sexual – Foto: PL/Reprodução/ND

A reportagem tenta localizar a defesa de Thiago. Ele segue preso por determinação da Justiça.

Entenda o caso do vereador suspeito de manter escrava sexual

O vereador foi alvo de uma operação da Polícia Civil que investiga denúncias de crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Durante a ação, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa dele e nos consultórios onde ele atende como médico.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Flávio Leonardo, a prisão aconteceu no momento em que os mandados estavam sendo cumpridos nesses locais.

PL afasta vereador suspeito de manter adolescente como escrava sexualPL afasta vereador suspeito de manter adolescente como escrava sexual – Foto: PCMT/Reprodução

Nos locais, foram apreendidas grande quantidade de imagens de abuso sexual infantil e parte do conteúdo teria sido produzido, armazenado e compartilhado pelo próprio médico. A polícia também apreendeu roupas infantis e itens sexuais na casa dele.

Ainda de acordo com o delegado, o vereador usava a profissão de médico para ter acesso e se aproximar das vítimas em situações de vulnerabilidade. Ele também estaria se relacionando com uma adolescente e a submetendo a escravidão sexual.

“As investigações apontam que o suspeito estaria se relacionando com um adolescente e a submetendo a práticas de escravidão sexual. Há fortes indícios de que o suspeito utilizava essa adolescente como instrumento para abusar sexualmente de uma criança de apenas dois anos de idade”, disse.

Entre as vítimas identificadas estão uma criança de dois anos e uma adolescente de 15, que, segundo a investigação, sofria abusos desde os 12 anos de idade.

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