A vereadora Salete Cardoso (PL), que também era funcionária efetiva da prefeitura municipal de Biguaçu, foi demitida nesta segunda-feira (2) do cargo que ocupava na Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação desde 2009.
Salete Cardoso é acusada de acumular os cargos de vereadora e servidora municipal – Foto: Reprodução/TwitterApós investigação da Polícia Civil sobre “funcionários fantasmas” (aqueles conhecidos por bater o ponto, mas não trabalhar efetivamente) e outros crimes contra a administração pública, deflagrada em dezembro de 2020, a prefeitura abriu processo administrativo para apurar irregularidades.
Segundo a corregedoria do município, Salete passou em um concurso público em 2008, assumindo o cargo em 2009. No mesmo ano, assumiu o segundo mandato como vereadora da cidade, cargo para o qual se elegeu também em 2012, 2016 e 2020. A Justiça Eleitoral proíbe o acúmulo de função, portanto, Salete deveria ter se afastado do cargo de servidora pública. Como não o fez, ficou configurado o crime de improbidade administrativa.
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Demissão foi publicada no Diário Oficial do Município nesta segunda-feira (2) – Foto: ReproduçãoAlém da demissão do cargo na Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação, publicada no Diário Oficial do Município nesta segunda-feira, Salete é alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Vereadores de Biguaçu.
“Abrimos uma CPI para apuração dos fatos em junho, com prazo de 60 dias, podendo ser prorrogada por mais 60 dias, o que deve acontecer”, afirma o presidente da Câmara, vereador Ednei Müller Coelho. “Foram mais de 15 depoimentos recolhidos e há ainda alguns marcados. Depois disso, a CPI vai produzir um relatório para apreciação dos vereadores”, completou.
A reportagem não conseguiu contato com a vereadora ou seus assessores até o momento da publicação.