Projeto apresentado pela vereadora Noemi Leal (Podemos) proíbe o uso da linguagem neutra na grade curricular e no material didático de instituições de ensino da rede municipal de Florianópolis, além dos editais de concursos públicos.
“Não são raras as vezes em que essa lógica de ensino é subvertida, com a criação de uma linguagem completamente errônea e descabida para a formação do aluno”, justifica Noemi. Ela destaca também que a linguagem neutra, que não usa os pronomes para identificação dos gêneros masculino e feminino, “atende tão somente a uma pauta ideológica específica”.
Proposta sobre a linguagem neutra foi apresentada na Câmara de Florianópolis – Foto: Flávio Tin/Arquivo/NDA vereadora considera que a prática “nada contribui para o desenvolvimento estudantil do aluno”. A proposta também veda a mudança da língua em documentos oficiais dos órgãos ligados à administração pública municipal.
SeguirHá 15 dias o assunto ganhou visibilidade com o decreto do governador Carlos Moisés (PSL) que prevê a obrigatoriedade do uso da norma culta da língua portuguesa por instituições públicas e privadas de ensino e bancas examinadoras de processos seletivos. Na prática, a canetada baniu expressões esdrúxulas como “todxs” e “todes”.
Nesta segunda-feira (28) o Tribunal de Justiça recebeu críticas na internet ao usar a linguagem neutra em post oficial em alusão ao Dia Internacional do Orgulho LGBTI+.