Câmara de Vereadores de Florianópolis aprova criação da Procuradoria Especial da Mulher

Proposta busca atuar no combate à violência e à discriminação contra as mulheres, além de qualificar e ampliar os debates de gênero

Redação ND Florianópolis

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A Câmara de Vereadores de Florianópolis aprovou nesta quarta-feira (7) a criação da Procuradoria Especial da Mulher. A intenção é atuar no combate à violência e à discriminação contra as mulheres, acolhendo, fiscalizando e qualificando os debates de gênero.

Câmara de Vereadores de FlorianópolisVereadores aprovaram a proposta na sessão de quarta-feira (7) – Foto: Marco Santiago/ND

A procuradoria tem como papel fundamental receber e encaminhar aos órgãos competentes as denúncias e anseios das mulheres no combate às violências de gênero, buscando maior eficácia no atendimento às vítimas, ampliando o alcance das ações e dos trabalhos, de forma cooperada e em rede com órgãos públicos e instituições.

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“Não temos somente que punir os agressores, mas  evitar que essas violências aconteçam, discutindo esse tipo de situação nas mais variadas esferas possíveis, como na educação, assistência social, estruturas de órgãos públicos e na saúde”, declarou a vereadora Carla Ayres (PT).

Em Santa Catarina, cerca de 70 municípios já possuem em suas câmaras a Procuradoria Especial da Mulher. A previsão é que até o final deste ano mais 20 cidades catarinenses implantem o órgão nos legislativos.

“A Procuradoria da Mulher é mais um espaço para fazer a denúncia. A câmara tem cinco mulheres muito ativas, essa procuradoria vai ser um lugar para mulheres buscarem ajuda e defenderem seus interesses”, enfatizou o presidente da câmara Roberto Katumi Oda (PSD).

Para a vereadora Maryanne Mattos (PL), políticas públicas voltadas ao tema e a representatividade feminina são essenciais para a mudança de paradigma na superação de estigmas culturais reproduzidos na sociedade.

“Reforço que é para olharmos para dentro de casa também, para as mulheres da câmara, da prefeitura, dos órgãos públicos e empresas. Temos que pôr nas políticas públicas limites para termos resultados reais, e não só resultados momentâneos”, destacou.

Renato Geske (PSDB) também lembrou que a criação da Procuradoria da Mulher amplia a discussão sobre a participação feminina na política.

“As mulheres nesta casa eram tão raras e em tão pouca quantidade, hoje já temos cinco mulheres aqui, e virão mais, isso é só um reflexo dos mais de 50% de mulheres que têm no Brasil. A maior conquista atualmente é o engrandecimento do respeito pelo o que as mulheres fazem”, afirmou.

Assédio durante a sessão

No mesmo dia em que a Procuradoria da Mulher foi aprovada, a vereadora Carla Ayres (PT) foi puxada e beijada pelo colega de casa Marquinhos da Silva (PSC). A parlamentar denunciou o caso nas redes sociais com uma mensagem de repúdio.

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